220 épisodes
- Olá pessoas bonitas,
Não é a primeira vez que trago uma instituição psiquiátrica ao podcast. Há qualquer coisa nestes lugares que me assusta profundamente, talvez pela forma como aquilo que deveria ser um espaço de cuidado e proteção pode transformar-se num cenário de terror. 🏫
Com um nome que parece saído de um conto de fadas, a Willowbrook State School foi inicialmente concebida para acolher pessoas com deficiência intelectual. Mas, por detrás dessa imagem de esperança, escondia-se uma realidade marcada pela sobrelotação, pela negligência, pelos abusos e por condições desumanas. Alguns dos residentes foram mesmo sujeitos a experiências médicas sem consentimento. 🥼
Durante anos, o que acontecia dentro destas paredes permaneceu praticamente invisível para o mundo exterior, até que, em 1972, o jornalista Geraldo Rivera entrou na instituição e revelou, através de uma reportagem investigativa, uma realidade que chocou o mundo e ajudou a mudar para sempre a forma como olhamos para os direitos das pessoas com deficiência e os cuidados institucionais. 🎥
Com a minha Joana como convidada, hoje vamos conhecer a história da Willowbrook State School, um lugar onde a promessa de cuidado deu lugar a um dos mais perturbadores capítulos da história das instituições de acolhimento nos Estados Unidos.
Para a semana há mais, mas, até lá, tenham uma semana muito arrepiante 😱 - “Foi numa noite sombria de Novembro que contemplei a concretização de todo o meu trabalho. Com uma ansiedade que quase se transformava em agonia, reuni à minha volta os instrumentos da vida, para poder insuflar uma centelha de existência naquela coisa sem vida que jazia aos meus pés.
Era já uma da manhã. A chuva tamborilava, lúgubre, contra as vidraças, e a vela que tinha acendido estava quase completamente consumida. Foi então que, à luz ténue daquela chama moribunda, vi o olho amarelo e baço da criatura abrir-se.” 👁️
É assim que Mary Shelley descreve um dos momentos mais famosos de Frankenstein: o instante em que Victor Frankenstein finalmente consegue dar vida àquilo que passou anos a tentar criar. E, no entanto, esta cena é provavelmente bastante diferente daquela que a maioria das pessoas imagina quando ouve o nome Frankenstein.
Na cultura popular, há relâmpagos, trovões, máquinas a rodopiar, aparelhos a faiscar e, inevitavelmente, alguém a gritar: «It’s alive!» ⚡️
Porque Frankenstein já não é apenas o romance que Mary Shelley escreveu há mais de 200 anos. É uma história que foi sendo reinventada vezes sem conta e que acabou por criar um dos monstros mais reconhecíveis de sempre.
Hoje, no segundo episódio de Outubro — o mês mais arrepiante do ano — vamos acompanhar Frankenstein através dos séculos, desde o pesadelo que deu origem ao romance de Mary Shelley até às muitas criaturas que o cinema criou a partir dele. 📽️
E, pelo caminho, ficam as perguntas:
O que é, afinal, um monstro? Será que se nasce um ou será que alguém nos transforma naquilo que acabamos por ser?
Para a semana há mais, mas, até lá, tenham uma semana muito arrepiante 😱 - Olá pessoas e bem-vindas à quinta temporada do Arrepios com a Bilinha, neste mês que é o mais arrepiante do ano 🎃
Com 7 anos de podcast, eu achei que merecíamos ter um tema conveniente e a primeira coisa que me veio à cabeça foram os monstros. Não perdi tempo a chamar a minha amiga Tangerina para criar uma imagem nova e assim comecei esta viagem. É que este tema é muito relevante: existem monstros de todos os tipos e feitios. Uns são das lendas, existem nas florestas, nos lagos e nos sítios mais remotos; outros são emocionais e vivem nas nossas memórias. 👹
E depois há os mais assustadores de todos: os monstros de carne e osso, que passam bem disfarçados por nós todos os dias. Pessoas que vão trabalhar, que têm famílias, que cumprimentam os vizinhos, que fazem compras e que, à primeira vista, parecem perfeitamente normais. É o caso do homem da história de hoje.
Dennis Rader foi, durante muitos anos, exactamente isso: um homem perfeitamente normal aos olhos de quem o rodeava. Tinha uma família, um emprego, uma vida aparentemente banal e até uma posição de alguma confiança na comunidade onde vivia. Mas, por detrás dessa vida comum, existia uma outra pessoa que, durante décadas, matou, aterrorizou e brincou com as autoridades, enquanto continuava a viver como se nada estivesse a acontecer.
E talvez seja isso que torna esta história particularmente arrepiante: o monstro não estava escondido numa floresta, numa casa abandonada ou numa criatura saída de uma lenda. Estava ali, à vista de toda a gente. Hoje, com a Marta como minha convidada, vamos falar dum dos seus monstros "favoritos", Dennis Rader, o homem que ficou conhecido como BTK. 🪢
Ao abrirmos o mote para esta nova temporada, deixamos a pergunta: o que é, realmente, um monstro? Será que se escolhe?
Para a semana há mais, mas, até lá, tenham uma semana muito arrepiante 😱 - Mais uma quinta-feira… e desta vez, o último episódio da temporada. 🖤
E claro que não podia ser um episódio qualquer. Para fechar, trago-vos um caso pesado, desconfortável e impossível de ignorar — o de Aileen Wuornos. Uma mulher conhecida como uma das mais infames serial killers dos Estados Unidos, mas cuja história real está longe de ser simples.
Neste episódio, estive com a Marta para mergulharmos juntas neste caso e analisarmos não só os crimes, mas também o passado de Aileen, marcado por abandono, violência e sobrevivência. Falamos da linha difícil entre vítima e agressora… e de como essa fronteira nem sempre é tão clara quanto parece. 💀
Talvez conheçam Aileen através do filme Monster… mas, apesar de ter popularizado a história, acaba por simplificar — e até distorcer — vários aspetos importantes da vida e dos crimes de Aileen.
Por isso preparem-se, porque este episódio tem mais de 3h30. É longo, intenso e pensado para vos fazer companhia durante algum tempo, para não sentirem muitas saudades minhas até outubro. 🎃
Obrigada por estarem desse lado ao longo de toda esta temporada. É sempre um prazer contar-vos estas histórias e, para quem quiser continuar a ouvir-me, podem sempre passar pelo Patreon, onde vou continuar a partilhar alguns episódios.
Em breve há mais… mas, até lá, tenham uns meses muito arrepiantes. 😱 - Boa quinta-feira, pessoas bonitas e bem-vindas a um episódio que estou tão entusiasmada para falar! Este é um daqueles que nos leva até um daqueles lugares onde o véu entre o nosso mundo e algo muito mais antigo parece ficar perigosamente fino ✨
Quando pensamos em fadas, imaginamos criaturas pequenas, delicadas e quase inofensivas… mas as histórias mais antigas contam algo muito diferente. Muito antes de aparecerem em livros infantis, o chamado Povo Feérico fazia parte de um mundo selvagem, misterioso e profundamente imprevisível. Um mundo que não seguia as nossas regras e onde os humanos nem sempre eram bem-vindos. 🌿
Neste episódio mergulhamos nas origens das lendas das fadas, nas histórias que falam das duas cortes feéricas, dos encontros estranhos com os “bons vizinhos” e da forma como, ao longo dos séculos, fomos tentando domesticar e suavizar estas criaturas, para as transformar em algo muito menos assustador do que aquilo que talvez tenham sido um dia.
Mas há uma pergunta que continua no ar: e se o velho mundo nunca tiver desaparecido realmente? E se apenas tiver ficado à espera… nas colinas ocas, nos bosques esquecidos e nos lugares limiares onde quase sentimos que alguém nos observa? 🧚
Para a semana há mais, mas, até lá, tenham uma semana muito arrepiante. 😱
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À propos de Arrepios com a Bilinha
O meu nome é Raquel Caldevilla, mas Bilinha foi o nome que ganhei para ser distinguida das outras Raquéis. O meu pai é pai-de-santo e sempre tive um fascínio pela mente humana, até que decidi estudar psicologia.
Sejam muito bem-vindos ao Arrepios com a Bilinha, neste Halloween de todas as quintas-feiras. Todas as semanas vou estar deste lado a contar-vos histórias arrepiantes sobre pessoas estranhas. Temos crime, fantasmas, aliens, teorias da conspiração... Em suma, qualquer bizarria é material para bons arrepios por aqui. E, às vezes, trago também convidados para reagir às minhas histórias.
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