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  • Em directo da redacção - Atentados de Paris: Testemunhar é terapia para sobrevivente
    Sandrine é "uma sobrevivente" do atentado ao Bataclan a 13 de Novembro de 2015. Esta terça-feira, ela foi testemunhar no julgamento que decorre em Paris, numa tentativa de “fechar uma porta” e tentar ultrapassar o que viveu. Entre aquela noite e hoje o tempo "parou". Sandrine disse, em tribunal, que do Bataclan saiu “viva no meio dos mortos” mas, desde então, vive “morta no meio dos vivos”. Acompanhar o julgamento está, agora, a ajudá-la a sentir-se “menos sozinha” e a regressar à vida. Tem “42 anos desde 13 de Novembro de 2015, 48 no cartão de cidadão”. Foi assim que Sandrine, uma francesa com origens portuguesas, começou o seu testemunho no julgamento dos atentados. Apresentou-se como “uma vítima directa do Bataclan, uma sobrevivente”. Entre aquela noite e hoje o tempo parou para ela. Desde então, "parou de se mexer" como "parou de se mexer" no Bataclan para não levar com as balas. Entre 13 de Novembro de 2015 e o dia do seu testemunho em tribunal é como se mais não tivesse feito que esperar. Esperar até que as palavras ditas no julgamento possam "fechar uma porta" e uma nova vida possa também começar. Sandrine explica que do Bataclan saiu “viva no meio dos mortos” mas desde então vive “morta no meio dos vivos”. “Para mim, a música, os concertos eram a vida, nunca esperava que esta zona de concertos, que para mim sempre foi uma zona de vida, poderia ser uma zona de morte (…) A vida foi embora, o que eu era foi embora, já não existe. Saí dessa sala viva no meio dos mortos e desde então tenho a impressão de estar morta no meio dos vivos”, contou à RFI, antes de entrar no tribunal. O julgamento é, no entanto, como uma terapia. Vestiu a mesma roupa e as mesmas botas que tinha para o concerto dos Eagles of Death Metal: a mesma t-shirt preta, as calças de ganga e uma das botas colada à frente para remendar o buraco que uma bala fez. Quanto aos remendos mais profundos, só se cosem com “milagres” e ela sabe que também é um “milagre” entre centenas de “milagres” que poderiam ter morrido nessa noite. É isso que a ajuda a colocar de lado o sentimento de culpa por ter sobrevivido. Esta terça-feira, depois da audiência, vai a um concerto de Nick Cave para celebrar a música, a vida e os “milagres”. “Sentia-me mesmo sozinha durante os seis anos. Tinha mesmo a impressão de estar verdadeiramente sozinha e ouvir os testemunhos das outras vítimas deu-me a impressão de que não estou sozinha. Eles estão comigo, viveram a mesma coisa e estamos juntos e não tenho que me sentir culpada por estar viva, como muitos deles estavam a sentir-se. Mesmo se 131 pessoas morreram nesse dia, o que eu fiquei a pensar é que foi um milagre, muitos milagres nessa noite. Porque poderia haver mais de 1300 mortos nessa noite e, para mim, houve mais milagres do que mortos. Mesmo que 131 vítimas seja muito, sinto-me menos sozinha porque não sou o único milagre dessa noite e não me sinto tão culpada hoje por causa disso." Sandrine decidiu ir depor no julgamento “para tentar reconstruir alguma coisa” e não tanto por aguardar uma qualquer sentença. “Quando começou o processo, é como se tivesse passado do concerto até aqui. Como se o tempo tivesse parado (…) Testemunhar é mesmo por mim. Quero fechar uma porta que ficou muito tempo aberta na minha cabeça, que me fez muito mal, e testemunhar é poder começar outra coisa e esquecer o que se passou.” “Para mim, já ganhei com este processo”, conclui, admitindo que o julgamento está a funcionar como uma terapia. Apesar da esperança, Sandrine teme que novos atentados aconteçam e diz não ter "a impressão que o governo faça o necessário" para o evitar.
    10/12/2021
    9:48
  • Em directo da redacção - Álvaro Taruma lança "Animais do Ocaso" em Portugal
    "Animais do Ocaso" é o mais recente livro do galardoado Álvaro Fausto Taruma e tem a chancela da Editora Exclamação.O poeta moçambicano, que foi galardoado com o prémio BCI de Literatura edição de 2019 e em 2010 foi nomeado um dos escritores do ano pelo Circulo de Escritores Moçambicanos na Diáspora (CEMD), marcou presença na Feira do Livro de Lisboa e na feira do Livro do Porto para apresentar "Animais do Ocaso", lançado na colecção Afrikana. A RFI aproveitou a presença do autor em Portugal para falar com Álvaro Taruma e com o responsável pela colecção Afrikana, o jornalista, escritor, crítico literário e prefaciador de "Animais de Ocaso" António Cabrita.
    9/16/2021
    12:00
  • Em directo da redacção - 11 de Setembro de 2001: “Vamos ficar em alerta para o resto das nossas vidas”
    Virgínia Ferreira tinha 25 anos no 11 de Setembro de 2001. Era paramédica na região de Nova Iorque e foi ajudar pessoas numa estação de comboios. O seu noivo, David Lemagne, era polícia da autoridade portuária e foi ajudar a socorrer vítimas junto às Torres Gémeas. Nesse dia, a portuguesa perdeu o noivo, uma das quase 3.000 vítimas dos atentados, e soube que ia “ficar em alerta para o resto da vida”. Foi há 20 anos. Dois aviões de passageiros embatiam, com alguns minutos de intervalo, nas torres gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, que desabavam poucas horas após o impacto. Um terceiro avião conduzido por terroristas colidia contra o edifício do Pentágono e um quarto avião despenhava-se num descampado em Shanksville. Nessa manhã, morreram cerca de 3.000 pessoas. Eram os piores ataques terroristas na história dos Estados Unidos. Nesse dia, a história de Virgínia Ferreira também mudou. A portuguesa, que mora desde menina em Nova Iorque, tinha 25 anos e estava noiva de David Lemagne, um polícia da autoridade portuária. Ambos eram paramédicos e foram ajudar. Ela numa estação de comboios, ele nas Torres Gémeas. David nunca mais voltou. Vinte anos depois, “as cicatrizes ficaram lá” e o noivo continua a ser “parte da vida de todos os dias”. Para ela, o que se aprendeu com o 11 de Setembro de 2001 resume-se a uma frase: “Vamos ficar em alerta para o resto das nossas vidas”.
    9/11/2021
    9:33
  • Em directo da redacção - Dívidas ocultas: "a vinda de Manuel Chang a Moçambique, vai matar o processo"
    Começou hoje na cadeia de máxima segurança da Machava, nas imediações da capital moçambicana, o julgamento de 19 arguidos acusados de envolvimento no caso das ‘dívidas ocultas’, empréstimos ascendendo a mais de 2 mil milhões de dólares contraídos em nome do Estado Moçambicano entre 2013 e 2014, durante o mandato do antigo presidente Guebuza e sem conhecimento do parlamento. O início deste processo coincidiu com a confirmação esta segunda-feira por um comunicado das autoridades sul-africanas de que Pretoria decidiu extraditar para Moçambique, uma das figuras-chave deste caso, Manuel Chang, antigo ministro moçambicano das finanças detido desde finais de 2018 na África do Sul a pedido dos Estados Unidos, pelo seu alegado envolvimento neste caso. Depois de largos meses de suspense, com Maputo e Washington a fazerem pedidos de extradição concorrentes, Pretória acabou por decidir entregar às autoridades moçambicanas o antigo governante suspeito de ter tido um papel importante neste que é o maior escândalo de corrupção do país. Uma má notícia do ponto de vista de Adriano Nuvunga, coordenador do Fórum de Monitoria do Orçamento, entidade que tem envidado esforços para que Manuel Chang seja preferencialmente ouvido pela justiça americana. «Para nós, a justiça será servida se ele for extraditado onde acreditamos na independência do poder judiciário em relação ao poder politico e onde acreditamos que muito mais informação ser-nos-á revelada sobre quem são os outros que ainda estão a monte e também mais informação que vai permitir que o Estado Moçambicano recupere o dinheiro que não veio para Moçambique», considera Adriano Nuvunga. Na óptica do activista «a vinda de Manuel Chang a Moçambique, vai fechar o processo, vai matar o processo e é isso que o regime político de Moçambique quer». Questionado sobre a ausência enquanto testemunhas de várias figuras, nomeadamente do antigo Presidente Guebuza, Adriano Nuvunga disse «acreditar que um julgamento sério deve resultar também em processos autónomos, inclusive contra o antigo Chefe de Estado». Ao expressar a esperança de que «haja um julgamento transparente, no sentido de que todas as pessoas falem aquilo que sabem», o activista moçambicano refere «não estar com qualquer tipo de desânimo nesta matéria». Porém, para Adriano Nuvunga «o que é mais provável acontecer é a condenação de todos os que estão ali, numa condenação teatral porque o Estado Moçambicano não irá buscar o que é mais importante que são os activos que eles adquiriram. O Estado Moçambicano não foi buscar os activos».
    8/23/2021
    7:30
  • Em directo da redacção - Cabo Delgado: deslocados esperam por regresso hipotético a suas casas
    Em Moçambique as tropas da SADC ainda não começaram a combater os insurrectos de Cabo Delgado onde os contingentes do Ruanda e do exército governamental alegam ter obtido avanços em relação a uma série de localidades, até recentemente nas mãos dos jihadistas.  Fernando Lima, jornalista moçambicano, tem estado na província nortenha e descreve uma situação ainda com uma manifesta falta de condições de segurança.
    8/20/2021
    6:21

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