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  • França vive último fim de semana com máscara obrigatória nos transportes
    A França se prepara para virar mais uma página da pandemia de Covid-19. Na próxima segunda-feira (16), uma das últimas medidas da crise sanitária ainda em vigor deixará de ser obrigatória: o uso de máscaras nos transportes em comum. Esse pode ser um sinal do início do fim da pandemia de Covid-19, ainda que as autoridades peçam para a população manter a vigilância. Segundo o Ministério da Saúde da França, a restrição deixará de ser obrigatória nos metrôs, ônibus, trens, aviões e táxis. No entanto, a exemplo de todos os locais fechados, a máscara continua sendo "recomendada". Para os franceses, a decisão é a prova de uma importante melhora da situação sanitária, já que os transportes em comum são locais de grandes aglomerações, junto com os locais de trabalho, onde as contaminações mais ocorriam. A quantidade de contágios vem diminuindo nas últimas semanas, embora permaneça num patamar elevado. No país inteiro, a média de infecções é de 36 mil por dia, um número que chegou a quase 400 mil contaminações diárias em fevereiro.  Desde o final de abril, a quantidade de doentes também segue em queda nos hospitais. Atualmente, cerca de 20 mil pessoas estão hospitalizadas por Covid na França – um número ainda distante do nível mais baixo de doentes desde o início da pandemia. Antes da chegada da ômicron, no segundo semestre do ano passado, a quantidade de pacientes hospitalizados era de 6.500. As UTIs francesas contabilizam mais de 1.300 pessoas em estado grave, mas a taxa de ocupação dos hospitais baixou de quase 50%, em março, para 26%. Já o índice de óbitos continua estável desde março: a média é de 100 mortes por dia, um número considerado ainda alto por especialistas. "A pandemia não terminou" "A situação epidêmica está melhorando. A pandemia não terminou, mas o número cotidiano de novos diagnósticos diminui e nós consideramos que não é mais adaptado manter essa obrigação do uso da máscara nos transportes em comum", afirmou o ministro francês da Saúde, Olivier Verán, na quarta-feira (11).  Durante uma coletiva de imprensa no Instituto Pasteur, em Paris, a virologista Sylvie van der Werf fez disse acreditar que, diante do nível de imunização dos franceses, é possível passar para uma "fase de transição". Médicos e especialistas também fazem um apelo para que a população não deixe de lado as medidas básicas de proteção. O temor é que as contaminações voltem a subir, principalmente no caso do surgimento de uma nova variante do coronavírus.  Não é à toa que o governo francês não descarta determinar a volta das restrições, caso uma nova onda de Covid-19 ocorra. Verán fez alusão à possibilidade de impor uma quarta dose da vacina anticovid no segundo semestre deste ano. Atualmente, os cidadãos com mais de 60 anos podem ter acesso a esse reforço opcional.  Poucas medidas seguem em vigor  Com o levantamento da obrigatoriedade das máscaras nos transportes em comum, os franceses poderão retomar uma vida quase normal. Poucas medidas anticovid seguirão em vigor, por precaução. O passaporte sanitário e a máscara continuarão sendo exigidos para ter acesso a hospitais, centros de saúde e casas de repouso para idosos. Quem testar positivo à Covid deverá continuar cumprindo isolamento de pelo menos uma semana. A suspensão dos profissionais de saúde que não quiseram se vacinar também continua valendo, pelo menos até o início do verão na França, dia 21 de junho.  Embora a Agência Europeia da Segurança Aérea também tenha anunciado que deixará de exigir, a partir de segunda-feira, o uso de máscaras nos aviões que fazem trajetos dentro da União Europeia, a medida pode seguir permanecer em voos com destino a países que ainda mantêm essa restrição. Caberá às companhias aéreas comunicarem aos passageiros sobre a necessidade ou não da máscara.
    5/13/2022
    14:51
  • Sem tapete vermelho ou desfile em carro aberto, Macron toma posse para segundo mandato neste sábado
    Nada de pompa, desfile em carro aberto na avenida Champs-Elysées ou clima de festa. O presidente francês, Emmanuel Macron, toma posse neste sábado (7) para seu segundo mandato na liderança da França em uma cerimônia protocolar e rápida. Segundo nota do Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa em Paris, Macron será empossado em um evento discreto, com duração máxima uma hora e meia. A cerimônia será transmitida em cadeia nacional de rádio e TV, às 11h pelo horário local (6h pelo horário de Brasília).  Boa parte do evento ocorrerá dentro do salão de festas do Palácio do Eliseu. De acordo com o programa divulgado, o presidente do Conselho Constitucional, Laurent Fabius, pronunciará os resultados da eleição presidencial de 24 de abril. Depois, Macron será reconhecido como o grande mestre da Ordem Nacional da Legião da Honra.  Em seguida, Macron assinará o documento em que oficializa sua aceitação do cargo de presidente. Após a ratificação, ele pronunciará o célebre discurso de chefe de Estado. Segundo um conselheiro da presidência, não será "uma alocução de política geral", mas "que se inscreverá na história do país e se abrirá ao futuro". A cerimônia contará com cerca de 500 convidados, entre eles, muitas personalidades políticas, como os ex-presidentes franceses Nicolas Sarkozy e François Hollande. Também haverá representantes da área da saúde, esportes, militares, de sindicatos e empresas, além, claro, familiares de Macron, e a primeira-dama, Brigitte Macron.  Perto do meio-dia, o presidente se dirigirá aos jardins do Palácio do Eliseu, onde vai prestar uma homenagem à bandeira francesa, ao som da Marselhesa, o hino nacional da França. Em seguida, a cerimônia entra em um espectro militar. Primeiramente, Macron passará as tropas francesas em revista — cerca de 160 militares do Exército, Marinha e Aeronáutica. Ao mesmo tempo, 21 tiros de canhão serão lançados do Hotel dos Inválidos, em Paris, uma tradição da época da Idade Média incorporada nas cerimônias de posse do chefe de Estado. Sem tapete vermelho  Vários símbolos deste tradicional evento foram deixados de lado, como o tapete vermelho nos corredores do Palácio do Eliseu ou o desfile em carro aberto na avenida Champs-Elysées. A justificativa oficial para a escolha pela sobriedade é que Macron pretende seguir a tendência dos presidentes franceses que se reelegeram. François Mitterrand, em 1988, e Jacques Chirac, em 2002, também preferiram não marcar o início do segundo mandato com cerimônias de posse pomposas, preferindo a discrição.  O Palácio do Eliseu também afirma que Macron quis deixar os holofotes para as comemorações do aniversário do 8 de maio de 1945, data do final da Segunda Guerra Mundial, quando ocorreu a vitória dos países aliados sobre a Alemanha nazista. Por isso, apenas no domingo (8) o presidente francês visitará o túmulo do Soldado Desconhecido, no Arco do Triunfo. Em 2017, esse gesto foi realizado no dia da posse. Mas, nesse ano, a data tem uma conotação especial, devido à Guerra da Ucrânia. Por isso, Macron teria achado mais adequado deixar a visita para o 8 de maio. É como se renunciando a uma cerimônia de posse mais longa e ostentatória, o presidente estivesse exibindo a sua preocupação com questões graves, a exemplo do conflito às portas da Europa.  Embora essa não seja uma justificativa oficial, Macron acaba de sair vitorioso de uma eleição em que boa parte dos franceses o escolheram não por convicção, mas para impedir que a extrema direita chegasse à presidência. Sua popularidade estava em queda antes do pleito e muitos franceses continuam insatisfeitos com seu governo. Uma cerimônia festiva em um momento em que Marine Le Pen obteve 41,46% — um resultado inédito para um partido ultranacionalista na França — poderia ser visto como uma gafe.  Nomeação do novo primeiro-ministro Oficialmente, o mandato de Macron termina em 13 de maio, mas ele quis realizar a cerimônia neste sábado para manter a mesma data de há cinco anos atrás, quando tomou posse em 7 de abril de 2017. No entanto, a nomeação do novo primeiro-ministro ocorrerá a partir do final da próxima semana.  A primeira viagem do segundo mandato do líder centrista já tem data e local marcado. Na segunda-feira (9), Macron viajará a Berlim onde se reunirá com o chanceler Olaf Scholz, para marcar "a força da dupla franco-alemã", indicou o Palácio do Eliseu.
    5/6/2022
    13:52
  • Inflação acelera, PIB estagna e Macron enfrentará cobrança nas ruas no Dia do Trabalhador
    A França teve 0% de crescimento no primeiro trimestre do ano e a inflação dá sinais de aceleração. A pressão nos preços inibe o consumo e anuncia um segundo mandato complicado para o presidente Emmanuel Macron. A inflação em abril chegou a 4,8% no acumulado de 12 meses na França, a taxa mais alta em 37 anos. A guerra na Ucrânia causou uma explosão nos preços da energia e de cereais, somando dificuldades a uma situação de tensão nos preços que já vinha da retomada pós-pandemia. Mesmo se o preço do petróleo cair nos próximos meses, como os europeus estão mudando a matriz energética para fontes renováveis, e isso exige tempo e investimentos elevados, a eletricidade continuará cara, com impacto direto nos preços da comida e de produtos industrializados.  Em poucos meses, tudo aumentou na França: cereais, frutas, legumes, produtos de higiene e limpeza. O trigo subiu 40% desde o início do ano, o quilo do tomate, 24%, a gasolina, 27%. As pessoas começam a fazer estoques em casa. Esta semana o óleo de girassol desapareceu dos supermercados e reapareceu em sites de revenda por € 3 a € 6 euros o litro (entre R$ 15 e R$ 30).  Para conseguir ser reeleito, o presidente Emmanuel Macron prometeu apresentar uma lei, no começo de julho, para manter as subvenções em vigor, como a redução de € 0,18 no litro do diesel e da gasolina. Os reajustes no gás e na energia, que estão congelados até 30 de junho, poderão ser prolongados. Mas esse tipo de medida custa caro ao Estado e é inviável a longo prazo. Macron também prometeu criar uma espécie de cesta básica, "um cheque alimentar", para os oito milhões de franceses mais pobres. Já está previsto reindexar as aposentadorias à inflação, no começo de julho, algo que não era feito desde os anos 1980 na França. O presidente também anunciou que vai liberar as promoções no funcionalismo, congeladas há 12 anos. Essas são algumas das medidas aventadas, mas os economistas preveem forte pressão nos preços até 2024. Salários achatados A aceleração da inflação surge em um momento de muita insatisfação com os salários. Depois da crise das dívidas, em 2009, a política do Banco Central Europeu manteve a inflação baixa e não houve valorização dos salários durante vários anos.  A pandemia de Covid-19 e a guerra na Ucrânia, duas graves crises consecutivas, mudaram radicalmente os rumos da economia. Há consenso que os salários precisam ser reajustados na França, mas a medida aumenta o risco de uma espiral inflacionária, se o crescimento econômico não compensar os gastos.  Líderes sindicais esperam do presidente reeleito a adoção de medidas urgentes para proteger as famílias mais vulneráveis do aumento da inflação.  Manifestações do Dia do Trabalhador As centrais sindicais farão manifestações em todo país. Além do reajuste de salários, o outro assunto que estará nas ruas no domingo (1°) é a rejeição ao aumento da idade mínima da aposentadoria dos atuais 62 anos para para 64 ou 65 anos, como propôs Macron durante a campanha.  O salário mínimo, como acontece em todo 1° de maio, terá um resjuste de 2,65%, passando para € 1.302 líquidos, cerca de R$ 6.700. No entanto, a maioria dos setores empresariais não pretende repercutir esse reajuste e só deve abrir negociações com os sindicatos em 2023. Nos próximos meses, é provável que a inflação continue subindo, os franceses perdendo poder aquisitivo e o governo seja cobrado nas ruas.   Macron já foi alvejado por tomates quando visitou uma feira na periferia de Paris, na quarta-feira (27). Hoje, em uma visita a um vilarejo de 3.400 habitantes nos Pirineus, onde está enterrada a avó materna, que teve uma influência afetiva e cultural muito forte na vida dele, Macron disse que esperava "um retorno à calma no país".  Expectativa para nomeação do novo governo O nome do novo primeiro-ministro é um segredo guardado a sete chaves. A imprensa passou a semana evocando possíveis chefes de governo, mas nada filtra do Palácio do Eliseu. Está difícil achar a personalidade com fibra social de esquerda, que vá fazer da França a grande nação ecológica que Macron prometeu no discurso da vitória, e ainda comandar projetos industriais inovadores.  Existe uma demanda da sociedade para que seja uma mulher. Até hoje, a França só teve uma chefe de governo, Edith Cresson, mas o mandato durou um ano, durante o segundo mandato do ex-presidente socialista François Mitterand, no começo da década de 1990. Nomear uma mulher poderia diminuir a hostilidade de parte da população contra Macron. Durante a semana circularam os nomes de Christine Lagarde, atual presidente do Banco Central Europeu, Élisabeth Borne, atual ministra do Trabalho de Macron, Nicole Notat, ex-dirigente da central sindical reformista CFDT, e Nathalie Kosciusko-Morizet, ex-ministra do Meio Ambiente, Transportes e Habitação do governo de Nicolas Sarkozy. Lagarde e Kosciusko-Morizet têm a desvantagem de serem de direita. Borne é uma opção, embora seja o perfil de funcionária da alta administração execrado desde o movimento dos coletes amarelos, enquanto Notat nunca ocupou um cargo político. A escolha de Macron segue em aberto. Tudo indica que ele está esperando a mobilização do 1° de maio para depois anunciar a data da posse e o nome do primeiro-ministro que irá liderar a campanha às eleições legislativas de junho. O atual mandato presidencial termina dia 13 de maio, e o primeiro-ministro Jean Castex já disse que não deseja continuar no cargo. Oposição negocia alianças para eleições legislativas As negociações estão avançadas para uma ampla aliança de esquerda em torno de Jean-Luc Mélenchon, o candidato da esquerda radical que ficou em terceiro lugar no primeiro turno. Ecologistas e socialistas já deram sinais de entendimento com o partido A França Insubmissa, de Mélenchon, e podem concluir um acordo em breve.  Na extrema direita, Marine Le Pen tirou uma semana de férias depois da derrota e, por enquanto, rejeita uma aliança com o rival Éric Zemmour. Para o partido de Macron, A República em Marcha, não está fácil articular apoio visando as legislativas de 12 e 19 de junho. A base eleitoral de Macron é composta por dois terços de eleitores de direita. Mesmo que ele atraia nomes da esquerda para o governo, continuará a governar com políticos de direita. Entre Os Republicanos (direita), muitos deputados e senadores querem manter a independência e não ser engolidos pelo partido presidencial. De qualquer forma, os franceses têm a tendência de atribuir uma maioria parlamentar ao presidente eleito para evitar uma paralisação das ações de governo.
    4/29/2022
    15:09
  • Eleição de Marine Le Pen pode gerar retrocesso aos direitos das mulheres, dizem feministas
    “A extrema direita é um perigo para os direitos das mulheres”: nos últimos dias, cartazes com essa mensagem se multiplicaram pelas ruas de Paris e outras cidades francesas. ONGs e associações feministas reforçaram nesta reta final da campanha a mobilização contra o voto em Marine Le Pen. Desde o início da sua campanha, a candidata da extrema direita à presidência da França, Marine Le Pen, do partido Reunião Nacional, utiliza a ideia de que ser a primeira mulher a ocupar o cargo de chefe de Estado no país seria um avanço. De fato, durante todo o período republicano no país, que teve início em 1792, a França nunca teve uma presidente do sexo feminino. Edith Cresson foi a única francesa a ser primeira-ministra, entre 1991 e 1992, durante o governo do presidente François Mitterrand. Várias mulheres lideram ministérios, governos regionais, prefeituras – como Paris, que é administrada pela prefeita Anne Hidalgo. Mas, uma mulher presidente, até hoje, é algo inédito. Por isso, Le Pen apresenta a possibilidade de ser a primeira representante feminina na presidência como uma das “revoluções” propostas por seu partido. No entanto, em seu programa de governo, intitulado de “Para Todos os Franceses”, a candidata da extrema direita pouco trata dos direitos das mulheres. Nos panfletos, a líder do Reunião Nacional afirma que “como mulher” sente que o modo de vida na França está ameaçado e é preciso preservá-lo. Uma iniciativa que irrita as feministas francesas, que reivindicam o contrário: mudanças que incitem a evolução da mulher na sociedade. Estratégia para não desagradar eleitores Le Pen divide seu programa em vários assuntos: defesa, segurança, saúde, controle da imigração, patrimônio, educação, direitos dos animais, mas não apresenta nada específico às mulheres. Para especialistas, a decisão de exibir um programa vago sobre a questão não é por acaso. “É uma maneira de não abordar esse tema, uma estratégia pensada para não chamar a atenção da opinião pública e não desagradar seu campo político”, afirma o sociólogo Ugo Palheta, da Universidade de Lille, à Franceinfo. No módulo de seu programa intitulado de “família”, Le Pen diz que ela pretende colocar em prática medidas para aumentar a taxa de natalidade. O texto cita um estudo feito pela União Nacional das Associações Familiares da França que aponta que se fosse pela vontade das mulheres a taxa de fecundidade seria de 2,37 contra 1,87 atualmente. Por isso a candidata da extrema direita pretende criar projetos de ajuda social para que as famílias francesas possam ter mais filhos. Para a ONG Nous Toutes, “Marine Le Pen se refere às mulheres apenas sob o prisma da natalidade”. As feministas reclamam que as francesas são vistas pela candidata “como simples reprodutoras”. O Coletivo dos Direitos das Mulheres na França, aponta, em um manifesto divulgado nesta semana, que não há nada no programa da Le Pen “para incitar a evolução da condição das mulheres no mercado de trabalho”, como o combate à desigualdade salarial entre mulheres e homens. Temor da revogação do direito ao aborto Uma das principais críticas das ONGs feministas é sobre o posicionamento de Marine Le Pen sobre o direito ao aborto. A interrupção voluntária da gravidez, conhecida como IVG na França, foi adotada em 1975 após a aprovação da Lei Veil. Em fevereiro deste ano, o período que esse procedimento pode ser realizado passou de 12 semanas de gestação para 14. A ONG Nous Toutes afirma que, quando o projeto de lei foi votado pela Assembleia Nacional da França, no último mês de fevereiro, os representantes do partido Reunião Nacional votaram contra. Embora não esteja explícito em seu programa, Marine Le Pen também se posiciona há anos contra o direito ao aborto. Em 2011, em entrevista ao jornal francês La Croix, ela alegou que “existem suficientemente métodos de contracepção” e “é preciso respeitar a vida na nossa sociedade”. No último mês de março, em entrevista ao site Brut, a candidata afirmou que é contra a extensão da interrupção voluntária da gravidez de 12 para 14 semanas e, que se for eleita, pode revisar a lei. A atitude, para a ONG Noutes Toutes, é uma clara afronta aos direitos das mulheres. “O direito ao IVG foi um momento chave na luta feminista: permitiu às mulheres ter um controle de suas vidas e seus corpos, reduzindo as desigualdades econômicas e as taxas de mortalidade”, defende. Embora Emmanuel Macron, que tenta a reeleição, não seja considerado um grande promotor dos direitos das mulheres pelas feministas, elas pedem em peso o voto no presidente para impedir que Marine Le Pen se eleja no próximo domingo. “Nenhum voto para Le Pen. Não a queremos no governo”, salienta o comunicado do Coletivo dos Direitos das Mulheres na França, divulgado na quarta-feira (20). Segundo uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (22) pelo instituto Ipsos-Sopra Steria, Macron conta com 57% das intenções de voto, contra 43% para Marine Le Pen. O segundo turno da eleição presidencial francesa será realizada no domingo, 24 de abril.
    4/22/2022
    17:15
  • Macron reforça liderança na corrida presidencial; Marine Le Pen endurece discurso antissistema
    A primeira semana de campanha entre os dois turnos da eleição presidencial francesa termina com uma tendência mais favorável ao presidente Emmanuel Macron do que para a rival Marine Le Pen. Três pesquisas publicadas nos últimos dias apontam vitória de Macron por 7 a 12 pontos de vantagem no segundo turno, marcado para 24 de abril. A chamada "frente republicana" contra a extrema direita dá sinais de resistir. Desde o anúncio dos resultados do primeiro turno, no domingo (10), Macron e Le Pen intensificaram as viagens pelo país atrás dos votos de eleitores dos candidatos derrotados na primeira etapa. A disputa entrou em uma nova fase, de detalhamento dos programas de governo dos dois finalistas, o que trouxe para a frente do palanque as profundas divergências ideológicas entre o presidente, que encarna o centro republicano, e a nacionalista Le Pen. Os ataques estão mais pessoais e o duelo de valores em evidência. Ausente das ruas antes do primeiro turno, Macron se expôs nos últimos dias aos questionamentos sobre seu balanço de governo, sem se esquivar de eleitores mais agressivos. Essa proximidade com os franceses deu resultado. O centrista reforça sua posição de líder do campo democrata, disposto a incorporar num segundo mandato propostas dos ecologistas, da esquerda, inclusive radical, e da direita moderada. É uma estratégia para expandir sua margem de votos, mas também uma forma de se reafirmar no centro do espectro político francês entre os extremos, agregando eleitores órfãos dos partidos tradicionais, que acabaram de desmoronar nessa eleição.   Marine Le Pen segue visando áreas rurais e cidades pequenas, onde consolidou sua base nos últimos anos, mas evita as periferias dos grandes centros urbanos, onde suas propostas radicais anti-imigração são mal recebidas. Ela tenta fazer do segundo turno, no dia 24 de abril, um plebiscito contra Macron, mas não é certo que essa tática vá se converter em votos à extrema direita. Os simpatizantes do polemista Éric Zemmour, quarto colocado no primeiro turno, votarão em Le Pen, mas fora do campo da extrema direita, ela enfrenta dificuldades para captar apoio.    Depois de um grupo de 50 atletas no início da semana, 500 artistas e escritores franceses, entre eles o cineasta Guillaume Canet e a atriz Charlotte Gainsbourg, declararam nesta sexta-feira (15) que votarão em Macron "sem hesitação". Em uma carta aberta, eles denunciam o programa "xenófobo" de Marine Le Pen.  Le Pen radicaliza discurso antissistema Em um comício na quinta-feira (13) em Avignon, no sul da França, a líder do partido Reunião Nacional voltou a usar expressões que tinham desaparecido de seu discurso nos últimos meses. Ela citou ao menos sete vezes a palavra "sistema", dizendo ser a única candidata capaz de "mudar as coisas". Repetiu à exaustão a frase "povo que vota é povo que ganha", além de afirmar que, se eleita, irá tirar do poder "a casta que governa o país". A nove dias do segundo turno, Marine Le Pen acentua o tom populista e antissistema, o que vinha buscando disfarçar até agora.  Um levantamento do instituto Ipsos mostrou na quinta-feira que há duas vezes mais eleitores do candidato da esquerda radical, Jean-Luc-Mélenchon, terceiro colocado no primeiro turno, que irão votar em Macron do quem em Le Pen. No sábado (16), sai o resultado da consulta feita entre os militantes do partido A França Insubmissa, que foram submetidos a três opções no segundo turno: abstenção, voto em branco ou em Macron. Mélenchon já enfatizou que "nenhum voto deve ir para a extrema direita".  Os ex-presidentes François Hollande, socialista, e Nicolas Sarkozy, de direita, divulgaram que votarão em Macron e pedem aos franceses para barrar a extrema direita na votação do dia 24.  Ocupação de universidades A semana também foi marcada pela ocupação de universidades por estudantes insatisfeitos com o resultado do primeiro turno. Centenas de estudantes se mobilizaram em várias cidades francesas, como Paris, Nancy ou Reims, para pedir mais atenção às questões ecológicas e sociais e criticar os candidatos que disputam o segundo turno. Um grupo que havia invadido a Sorbonne, em Paris, deixou os prédios da universidade na tarde de quinta-feira, mas outros estudantes preferiram continuar o protesto e só deixaram o local na tarde de hoje. A reitoria condenou "a ocupação ilegal", que acabou em depredação de parte das instalações.  Macron e Le Pen reagiram à ocupação. Ela disse que os estudantes "perderam o bonde da democracia" e não deveriam se opor "à vontade do povo francês". Macron afirmou que "a democracia tem regras" e que no segundo turno de uma eleição, cada um tem a opção de escolher o candidato mais próximo de suas convicções pessoais, "senão é a anarquia".  Debate será decisivo As atenções estão voltadas para o debate entre os dois candidatos, na próxima quarta-feira (20). O confronto será decisivo, principalmente para Marine Le Pen, que não pretende repetir o fiasco de 2017, quando cometeu muitos erros diante do novato Emmanuel Macron.
    4/15/2022
    19:08

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