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  • O acordo entre União Europeia e Mercosul vai sair do papel?
    Depois de mais de 20 anos de complicadas negociações o acordo entre a União Europeia e o Mercosul chegou ao papel, isto é, chegou a uma redação acordada entre os encarregados de viabilizá-lo. Entretanto a questão que se coloca agora é a de se ele sairá do papel, isto é, se será implementado depois de sua aprovação pelos poderes legislativos de todos os países envolvidos. Flávio Aguiar, analista político Há novas expectativas positivas a respeito, mas também há grandes resistências e problemas a resolver. Ao mesmo tempo em que a redação do acordo chegava a termo, ele próprio empacava em ponto morto, sobretudo devido à política do governo anterior do Brasil, totalmente avessa à proteção do meio-ambiente. A situação melhorou com o compromisso do novo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de proteger os biomas e o meio ambiente do país de um modo geral, retomando uma liderança internacional que o Brasil já teve no passado. Isto ficou claro durante a visita, na semana passada, do chanceler alemão Olaf Scholz ao Brasil. A mídia alemã deu grande destaque à diferença de posição entre os dois governos no que se refere ao fornecimento de armamentos ao governo da Ucrânia, em guerra com a Rússia. Esta mídia, cujo apoio ao governo de Kiev é amplo, geral e irrestrito, viu com grande desagrado a negativa do presidente Lula quanto a entregar a munição que fabrica para os tanques Leopard 2 que a Alemanha se comprometeu a enviar para o governo ucraniano. Mas o fato é que o encontro entre os dois governantes abordou e se pôs de acordo quanto a uma enorme série de iniciativas de cooperação, entre elas a de retomar o caminho para a efetivação do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, tema que o chanceler alemão já abordara com o presidente Alberto Fernandez na sua passagem prévia por Buenos Aires. Esta retomada tem o apoio também de Frans Timmermans, vice-presidente da Comissão Europeia para Questões do Meio-Ambiente e de Josep Borrel, vice-presidente para Relações Internacionais e de Segurança. Mas é do lado europeu que partem as principais resistências quanto à implementação do acordo, sobretudo da parte do setor agrícola francês. Logo depois da visita de Scholz à América do Sul, o ministro francês da Agricultura, Marc Ferneau, declarou que se a França admite a possibilidade do acordo, ela não o ratificaria “no seu estado atual”, numa referência a questões ambientais e também ao que considera a busca de “um acordo comercial justo”. A questão é controversa, ou como dizia um colega meu de universidade, é “uma faca de muitos gumes”, cortando para vários lados. Temas controversos A União Europeia está endurecendo seus critérios quanto ao uso de agrotóxicos para produtos importados. Alguns desses produtos proibidos ou de uso bastante restrito, como os chamados “neonicotinoides”, são utilizados no Brasil, em que o governo anterior desenvolveu uma política de franca liberação no uso de agrotóxicos. Porém não se pode esquecer que muitos desses produtos proibidos na Europa são fabricados… na própria Europa e exportados para dezenas de países pelo mundo afora, inclusive para o Brasil! O acordo não se refere apenas ao comércio, embora este aspecto seja o mais destacado em suas repercussões. Várias tarifas sobre importação e exportação seriam gradualmente eliminadas, beneficiando no Mercosul a exportação de produtos agrícolas, carne bovina e de frango, açúcar, arroz, milho, óleos vegetais e outros, e na União Europeia a exportação de veículos, maquinário, produtos químicos e farmacêuticos. Do lado brasileiro há preocupações também por parte de associações ambientalistas e dos povos originários, alegando que a sociedade civil não foi devidamente ouvida quanto aos termos do acordo, cujo conteúdo é largamente desconhecido. Como se vê, o caminho para a implementação desse acordo será longo e labiríntico. Entretanto há um aspecto paradoxal que deve ser ressaltado. Não vamos cometer a loucura de dizer que há guerras que vem para o bem, mas sem dúvida a já mencionada guerra entre a Rússia e a Ucrânia é um dos fatores que está ajudando a retomada do caminho para a implementação do acordo. O conflito, cujo fim está longe de aparecer no horizonte, provocou uma carestia de energia e de produtos agrícolas e de insumos necessários para o setor em toda a Europa, forçando os países do continente a buscar novos mercados onde se abastecer. A Ucrânia vai levar muito tempo para se recuperar da devastação a que está submetida, e as relações da União Europeia com a Rússia estão seriamente abaladas e assim permanecerão por muito tempo. Também por isto os olhos europeus voltaram a se fixar na produção do Mercosul.
    2/8/2023
    5:31
  • Opinião: Decisão alemã de enviar tanques Leopard 2 para a Ucrânia foi difícil mas acertada
    Olaf Scholz, chanceler alemão, fez a coisa certa quando cedeu às pressões domésticas e internacionais, e finalmente resolveu enviar tanques “Leopard” para a Ucrânia. Certamente não foi uma decisão fácil, já que esses blindados são as joias do exército alemão. Observar a reação e eficiência desses tanques em operação na Ucrânia pode gerar enorme confiança ou decepção em cima da capacidade operacional do veículo. Essa preocupação é essencialmente compartilhada entre militares alemães de alto nível, mas não tanto entre os membros do gabinete de Olaf Scholz. Tendo durante tantos anos sido dependente do gás russo, Scholz constata o que o resto da Europa percebeu há um ano: o afastamento da Rússia é pra valer. Não há uma nostalgia alemã dos dias em que o gás russo fluía nas tubulações da Renânia Vestfália, da Bavária e da Baixa Saxônia. O que há é uma cautela relacionada ao medo da guerra começar a fugir do controle, de uma forma irreversível. Scholz teme que a entrega dos “Leopards” leve a um espiral que consuma cada vez mais materiais militares alemães. Se por um lado, ninguém precisa ser Nobel da Paz para compreender que a ajuda aos ucranianos representa uma ajuda à democracia, por outro, Scholz sabe que a cada tanque enviado à Ucrânia, ele precisa mais que nunca que a Rússia não vença a guerra.  A decisão de enviar os tanques foi uma decisão difícil, mas não foi tomada só. O presidente norte-americano Joe Biden também colocou a cara a tapa quando aprovou o envio de tanques M1 Abrams à Ucrânia. Essa decisão faz a de Scholz parecer mais fácil, dilui um pouco a pressão, mas dobra a raiva e o desespero de Putin. A Ucrânia, obviamente, necessita mais e mais. Está claro que nem Rússia ou Ucrânia são fortes o suficiente para vencer o oponente. O fato de Kiev precisar recuperar territórios, faz com que sua necessidade de armamentos para contra-ataques seja mais imediato e impactante.  Mal a tinta da caneta da assinatura de Scholz para enviar tanques “Leopard 2” secou, a Ucrânia já colocou na mesa uma demanda mais ousada, robusta e que, sim, poderia virar totalmente a balança da guerra a seu favor. Mas também aumentaria consideravelmente a possibilidade da guerra extrapolar as fronteiras ucranianas. Numa expectativa ousada, porém compreensível, os ucranianos agora querem uma coalizão de caças de diversos países da OTAN, para a formação de uma força aérea de combate sem precedentes desde o pós-guerra. Os EUA contribuiriam com F-16s, o Reino Unido com Tornados, Suécia com seus Gripens, França com os Rafales e espanhóis e italianos enviando seus Eurofighters.  Guerra europeia Se hipoteticamente isso acontecesse, a Ucrânia teria uma vantagem aérea que possivelmente viraria a balança para seu lado. Justamente por isso, a Rússia poderia “apelar” para jogar por tudo ou nada. A apelação poderia envolver ataques, deliberados ou “sem querer” contra alvos da OTAN na Polônia, Romênia, Letônia, Lituânia e Estônia. Isso, sabemos, poderia desencadear uma guerra europeia.  Dificilmente Putin não entenderia isso como uma expressão clara de que a OTAN entrou na guerra. A linha vermelha que não deve ser cruzada, para Putin é essa: a entrega de caças. Para a Ucrânia, os caças são exatamente o que eles desesperadamente precisam.  No entanto, é preciso viver um dia de cada vez e observar a reação russa ao desempenho dos M1 Abrams e Leopards em combate. Mais importante, ver como esses tanques podem afetar o rumo da guerra. Nos aproximamos de um afunilamento perigoso: Ucrânia precisa de mais, OTAN não consegue dar mais, Putin está sentindo a pressão da guerra e das sanções. A exposição do limite no qual todos se encontram não representa, necessariamente, uma aproximação a um cessar-fogo. Infelizmente, aparentam representar a aproximação de um estágio pior na guerra.
    1/30/2023
    4:39
  • O mundo se solidariza com Lula e a democracia brasileira
    As notícias e as cenas do ataque contra os prédios dos três poderes constitucionais por partidários do ex-presidente Jair Bolsonaro estão correndo o mundo. Flavio Aguiar, analista político De todos os quadrantes e de governantes de diferentes tendências ideológicas estão chegando mensagens de solidariedade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com a democracia brasileira. Editoriais e comentários na mídia mundial repudiam os atos de vandalismo. Ao mesmo tempo questionam se não houve no mínimo negligência ou até cumplicidade por parte de autoridades responsáveis pela segurança do Distrito Federal, apontando a lentidão e ineficiência das primeiras atitudes das forças policiais. Mensagens de solidariedade ao presidente brasileiro e de apoio à democracia partiram dos governos dos Estados Unidos, Chile, Colômbia, Argentina, França, Reino Unido, Venezuela, Portugal, Peru, Equador, Bolívia, Espanha, Cuba, México, Uruguai, Paraguai, Canadá, Itália, Austrália dentre outros, além de representantes de organismos internacionais como a ONU, a OEA e a União Europeia. Até os atos de vandalismo deste fim de semana o noticiário sobre o Brasil era amplamente positivo ou de solidariedade e luto pela morte de Pelé. A mídia europeia saudava a reconciliação entre o presidente Lula e a ex- e nova ministra do Meio-Ambiente Marina da Silva, como um sinal esperançoso para proteção da Amazônia e de outros biomas brasileiros. A Alemanha e a Noruega anunciaram a retomada do financiamento do Fundo de Proteção à Floresta. O Reino Unido declarou estar disposto a examinar a possibilidade de adesão ao Fundo, exemplo que poderia ser seguido por outros países. A expectativa era e é de que o Brasil retome a liderança que já teve na diplomacia mundial quanto à defesa do meio-ambiente e dos direitos humanos, depois dos anos de descaso por parte do governo que se encerrou em 31 de dezembro. Pode-se dizer que um terremoto político abalou este clima de lua-de-mel. Mas não o destruiu. Prova disto são as mensagens de solidariedade e confiança recebidas pelo governo brasileiro e de condenação dos atos de vandalismo que muitos caracterizam como terroristas. O presidente Lula foi qualificado pelo jornal Le Monde como “o presidente Fênix”, em alusão à ave que na mitologia grega renascia das próprias cinzas. Do mesmo modo, o Brasil e a democracia brasileira estão renascendo das cinzas da devastação ambiental e política. O caminho será árduo e cheio de obstáculos. Mas a esperança também está renascendo, por sobre os vândalos que querem destruí-la.
    1/9/2023
    3:24
  • Geopolítica impulsiona devoluções de bens culturais a países colonizados
    A atual dinâmica da geopolítica, com novas polaridades emergentes entre Estados Unidos, Europa, Rússia e China, coloca na pauta do dia a disputa por espaços no Terceiro Mundo. Um efeito colateral positivo desta nova dinâmica, tão marcada por guerras, agressões e disputas acirradas por mercados, é o de impulsionar a diplomacia de devolução de bens culturais saqueados pelas potências ao longo dos séculos nos países por elas colonizados. Neste ano de 2022 registraram-nas várias devoluções, notadamente de países europeus em relação à África. Há poucos dias o governo alemão devolveu 21 peças de bronze à Nigéria, pertencentes ao antigo Reino do Benim (não confundir com o atual e vizinho país do Benim). Estas peças, junto com outras, foram roubadas por militares britânicos no século 19 e em seguida vendidas a diversos museus europeus. No ato da entrega, a ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, comparou a situação a uma hipotética impossibilidade, por parte dos alemães, de contemplarem a Bíblia de Gutenberg. O ministro da Cultura português, Pedro Adão e Silva, anunciou a decisão por parte de seu governo de inventariar cuidadosa e discretamente, “sem politização” (sic), obras de arte, bens culturais, objetos de culto e até restos mortais tomados a comunidades das ex-colônias, para devolução. O Papa Francisco I decidiu, também neste dezembro, enviar ao Arcebispado da Igreja Ortodoxa em Atenas, na Grécia, três peças pertencentes ao Partenon, que estavam há séculos no Museu do Vaticano. Em outubro passado o Vaticano já devolvera 3 múmias pré-hispânicas ao Peru e uma cabeça reduzida e mumificada ao Equador. Em agosto o Museu Horniman, do Reino Unido, anunciou a devolução de 72 peças à Nigéria, também pertencentes ao antigo Reino do Benim. O presidente francês Emmanuel Macron já ordenara, em 2021, o retorno de 26 peças do Museu do Quai Branly, em Paris, ao atual Benim, vizinho da Nigéria. Lotes arqueológicos A tendência também é observada em outras partes do mundo. Em setembro, a Justiça dos Estados Unidos ordenou a devolução de 16 assim chamados “tesouros arqueológicos” ao Egito, que estavam no Metropolitan Museum of Art, em Nova York. O governo uruguaio anunciou a devolução de 39 lotes arqueológicos e culturais ao Equador, Peru e Egito, que haviam chegado ao país através de contrabando. Mas nem sempre a tendência desperta entusiasmo ou sequer aprovação. Há notícias de que partidários do movimento Chega, de extrema direita, em Portugal, se opõem ao anúncio de possível devolução feito pelo ministro da Cultura daquele país. Alegam que esta política compromete o culto à grandeza do antigo Império Português, e culpam as recentes levas de imigrantes como responsáveis por este comprometimento do nacionalismo em Portugal. Por seu turno, o Museu Britânico, que há anos discute uma possível devolução das frisas do Partenon à Grécia, até o momento mantém um silêncio obsequioso sobre a reivindicação, por parte do Egito, do retorno da famosa Pedra de Roseta, graças à qual o arqueólogo francês Jean-François Champollion, no século 19, conseguiu decifrar os antigos hieróglifos egípcios. A Pedra de Roseta foi tomada por Napoleão I, e depois pelos ingleses, como despojo de guerra e levada para o Museu Britânico, em Londres. Este museu também guarda, até o momento, um silêncio sepulcral sobre as peças que obteve daqueles militares que saquearam o antigo Reino do Benim, na Nigéria. Atitudes negativas como estas justificam o dito irônico de que o Egito ainda tem pirâmides porque elas eram pesadas demais para serem levadas a algum país europeu.
    12/26/2022
    4:40
  • China vive situação caótica com fim da política de Covid Zero
    A imposição da política de Covid Zero na China, gerou um caos social e sanitário, culminando com a morte de dez pessoas numa fábrica em Xinjiang e protestos contra Xi Jinping. Essa situação levou o líder chinês a determinar o fim de uma longa política em um dos últimos países a ainda sofrer de forma substancial com a pandemia que assolou o mundo em 2020 e 2021.  Por Thiago de Aragão, analista político Com o fim da política de Covid Zero, a China vivia um sentimento generalizado de alívio. No entanto, a falta de um elemento essencial está colocando o país em uma situação complicada que, como da última vez, acarreta em inúmeros problemas interligados: pressão nos hospitais, mortes, fechamento de fábricas, danos a cadeia de produção e impacto negativo na economia (que é a principal base de sustentação do Partido Comunista Chinês perante a sociedade). Esse elemento primordial para superar a crise é a vacina. A China foi um dos primeiros países do mundo a desenvolver imunizantes anticovid-19. Tanto a Coronavac como a Sinovac são de fabricação chinesa, apesar de o governo chinês também estar envolvido no financiamento da vacina da AstraZeneca e, via a BioNTech, indiretamente ligado à vacina da Pfizer. Como podemos ver ao longo dos últimos anos, a vacina da Pfizer (e Moderna), com a tecnologia RNA mensageiro, se mostrou mais eficaz na neutralização do vírus, fazendo com que esse imunizante se tornasse o predominante em vários países. A China, por outro lado, por conta da propaganda “necessária” ao partido, resolveu não comprar as vacinas mRNA (e tentar desenvolver a própria). Situação caótica A falta de vacinação eficiente na população fez com que uma situação caótica se estabelecesse no país. No momento, quase um terço da população de Pequim (22 milhões) está com suspeitas de estar com o coronavírus. O caos começa a se disseminar na mesma proporção de contaminação do vírus. Caminhoneiros não conseguem levar cargas e suprimentos de um lugar para outro, alimentos não estão chegando nos supermercados e a população, começando a se desesperar, acumula o máximo de produtos não perecíveis. Além do temor de que o vírus se espalhe ainda mais, o Partido Comunista Chinês também lida com a hipótese de que o alto volume de contaminações e possíveis usos indiscriminados de remédios não relacionados gerem um novo ciclo de mutações no vírus, que poderia resultar em uma variante mais agressiva que a ômicron. Claro que isso é um problema futuro, e é difícil o governo chinês lidar com eventualidades quando problemas atuais estão prejudicando num ritmo acelerado a percepção da população em relação ao partido. Assim, as próximas semanas serão críticas em relação a estratégia adotada para conter esse avanço avassalador da Covid-19. Não podemos excluir a hipótese do retorno da política de Covid Zero com o intuito de ganhar tempo para acelerar o processo de vacinação dos mais idosos e, quem sabe, produzir a própria vacina mRNA.
    12/19/2022
    4:11

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