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  • Linha Direta - Covid-19: Israel adota tecnologia do serviço secreto para conter variante ômicron
    Um segundo caso da variante ômicron da Covid-19, detectada na África do Sul e considerada preocupante pelos especialistas, foi detectado, neste domingo, em Israel. Esse fato aumentou ainda mais a preocupação do público depois que um primeiro caso foi anunciado, na quinta-feira (25).  Daniela Kresch, correspondente da RFI em Israel A pessoa identificada com o segundo caso da variante ômicron viajou até a cidade balneária de Eilat no mesmo ônibus onde estava a mulher considerada a “paciente zero”, uma trabalhadora estrangeira das Filipinas que voltou recentemente do exterior com a variante. Outras 12 pessoas que estavam no ônibus também podem ter se infectado. Os casos levaram Israel a tomar medidas rápidas, fechando totalmente as fronteiras do país para estrangeiros. O fechamento, que entrou em vigor na madrugada desta segunda-feira, é um baque para o setor de turismo e acontece apenas quatro semanas depois da reabertura do país aos turistas. Ele ocorre bem na época das festas de fim de ano, principalmente o Natal, quando Israel costuma receber dezenas de milhares de peregrinos cristãos. O primeiro-ministro, Naftali Bennett, afirmou que fechar as fronteiras do país “não é um passo fácil”, mas que se trata de uma medida “temporária e necessária”. Ele prometeu recompensar os profissionais do turismo no país, mas não disse como. Além do fechamento das fronteiras, o Gabinete do Coronavírus – um comitê interministerial que tem tomado decisões relacionadas à pandemia de Covid-19 – anunciou várias medidas, que vão durar pelo menos duas semanas. Além da proibição da entrada de estrangeiros, os cidadãos israelenses vacinados com três doses do imunizante da Pfizer BioNTech terão que fazer teste PCR ao pisar no país e ficar três dias de quarentena em casa. Após o 3º dia, farão outro teste e, só de o resultado der negativo, serão liberados. Os israelenses não vacinados – total ou parcialmente – passarão pelo mesmo procedimento, mas a quarentena inicial será de sete dias, não de três. As medidas são mais rígidas para quem estiver voltando de países africanos: esses terão que fazer quarentena em hotéis designados para esse fim pelo governo, não em casa. Também ficarão mais severas as regras do “Passaporte verde”, o documento que só os inoculados com três doses podem ter. Monitoramento Mas a medida mais polêmica é a do retorno da tecnologia de monitoramento utilizada pelo Serviço de Inteligência de Israel, o Shin Bet. O governo israelense aprovou a utilização temporária de uma tecnologia usada para monitorar os telefones celulares de criminosos e suspeitos de terrorismo. O objetivo é localizar qualquer pessoa que tenha entrado em contato com os diagnosticados com a variante ômicron para que façam exames de PCR e entrem imediatamente em quarentena. A tecnologia só poderá ser usada até a próxima quinta-feira (2), dada sua sensibilidade. Alguns grupos – como ONGs de direitos-humanos e militantes anti-vacina – alegam que se trata de uma invasão de privacidade infundada e perigosa para a liberdade individual. Para alguns, essas medidas parecem exageradas em um país que apresenta, atualmente, baixos índices de infecção e de mortes. Certamente Israel passa por um bom momento desde o começo da pandemia de coronavírus, em março de 2020. O país foi pioneiro na vacinação em massa, que começou em dezembro de 2020, e na liberação da terceira dose de reforço, em julho de 2021. Na média dos últimos sete dias, foram detectados apenas 421 novos casos, o que contrasta com quase 10 mil novas infecções diárias em meados de setembro. O número de mortes também é baixo: 4 por dia, em média. No ponto mais grave da pandemia, a média era de 60 mortos diários. Mais de 45% da população já foi inoculada com três doses da vacina da Pfizer BioNTech e quase 70% já receberam pelo menos uma dose. Fora isso, o país começou a vacinar crianças de 5 a 11 anos, há uma semana. Mas as autoridades estão preocupadas com o aumento do índice "R", que mede a capacidade do vírus de se disseminar na população. Quando esse número é menor do que “1”, significa que uma epidemia está em declínio. Israel estava com um índice “R” em 0,6, até dez dias atrás. Mas ele está hoje em 1,2. O temor das autoridades é que, se a variante ômicron for mais infecciosa e resistente às vacinas, todo o esforço realizado até agora tenha sido em vão. Mas, segundo o ministro da Saúde, Nitzan Horowitz, as medidas são apenas uma precaução necessária e a situação ainda está “sob controle”.
    11/29/2021
    4:47
  • Linha Direta - Países europeus e Israel proíbem voos da África após descoberta de nova variante do coronavírus
    A Organização Mundial da Saúde convocou para esta sexta-feira (26) uma reunião de emergência para discutir a nova variante do coronavírus identificada na África, a B.1.1.529. Horas depois do anúncio desta convocação, vários países Europeus e Israel decidiram impor medidas restritivas aos viajantes provenientes do continente africano.   Vinícius Assis, correspondente da RFI na África do Sul. A partir desta sexta-feira, passageiros vindos da África do Sul não podem desembarcar em aeroportos britânicos. A decisão foi anunciada pelo secretário de Estado para Saúde e Assistência Social do Reino Unido, Sajid Javid. Também estão na chamada lista vermelha Namíbia, Lesoto, Eswatini, Zimbábue e Botsuana.  “Mais dados são necessários, mas estamos tomando precauções agora”, postou Sajid Javid no Twitter.  A medida foi criticada pelo governo sul-africano. “Nossa preocupação imediata é o dano que esta decisão causará tanto às indústrias de turismo quanto às empresas de ambos os países”, disse a ministra das Relações Exteriores da África do Sul, Naledi Pandor, em um comunicado. Israel também vai impedir a entrada de pessoas vindas desses países, assim como de Moçambique. O ministério da Saúde israelense anunciou nessa sexta-feira o primeiro caso de contaminação com a nova variante em uma pessoa vinda do Malawi. O governo alemão também anunciou que vai recusar a entrada em seu território de viajantes estrangeiros vindos da África do Sul a partir desta sexta-feira. Os cidadãos alemães que viajarem que voltarem do país terão que respeitar uma quarentena de 14 dias, mesmo que estejam vacinados. A Itália vai proibir a entrada em seu território de vários países africanos, entre eles África do Sul e Moçambique, enquanto França, Bélgica e Holanda estudam as medidas a serem tomadas. Motivo de preocupação Em uma entrevista coletiva online convocada às pressas pelo governo da África do Sul, o cientista brasileiro Tulio de Oliveira, que vive no país e trabalha com o sequenciamento genômico do coronavírus desde o início da pandemia, disse nesta quinta-feira (25) que a nova variante descoberta é motivo de preocupação e “tem um alto número de mutações”. A B.1.1.529 já foi identificada também em Botsuana e em Hong Kong entre viajantes que estiveram na África do Sul.  O brasileiro criticou decisões como a tomada pelo Reino Unido e Israel ao afirmar que “mundo deve fornecer apoio à África do Sul e à África e não discriminá-la ou isolá-la”.  O Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis informou que esta última variante já foi encontrada em 22 pacientes no país, que começou o mês de novembro registrando no primeiro dia 106 novos casos e duas mortes por conta da COVID-19. Já o relatório desta quinta-feira mostrou que em 24 horas foram 2.465 novos casos e 114 mortes por conta da doença.  A África do Sul teve até agora o maior número de infectados pelo coronavírus no continente (2.952.500), embora tenha conseguido recuperar 96,3% deles (2.843.961). Mesmo assim, este aumento recente de novos casos vem preocupando as autoridades do país, principalmente na província de Gauteng, onde fica Johanesburgo e a capital Pretória. Quarta onda No fim do ano passado, a equipe liderada pelo cientista brasileiro Tulio de Oliveira descobriu a variante chamada de Beta na África do Sul, que nos últimos meses já foi encontrada em 41 países africanos de acordo com o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, sigla em inglês), a agência de saúde pública da União Africana. O centro informou que 11 países da África atualmente enfrentam a quarta onda de infecções (Argélia, Benin, Burkina Faso, Egito, Eritréia, Quênia, Mali, Mauritânia, Maurício, Somália e Tunísia). A lista foi divulgada pouco antes do anúncio da descoberta da nova variante na África do Sul.  Atualmente 27 países africanos – metade do continente – registram taxas de mortalidade por conta da Covid-19 acima da média global que no momento é de 2%. Esta taxa supera os 5% em três países: Egito, Somália e Sudão.  Vacina De acordo com o escritório da OMS para o continente africano, depois de 18 semanas de quedas consecutivas, a quantidade de novos casos registrados na última semana em países da África Austral foi 48% maior que na semana anterior. Além disso, o que também vem preocupando é a baixa taxa de vacinação entre profissionais de saúde na região.  Um levantamento feito em 25 dos 54 países da África mostrou que apenas 27% desses profissionais (cerca de 1,3 milhão) estão totalmente vacinados. Ou seja: somente um em cada quatro profissionais que lidam com infectados diariamente está completamente imunizado. Os motivos vão da falta de vacinas à rejeição aos imunizantes. Seis países vacinaram mais de 90% dos trabalhadores da área. Nove não chegaram a imunizar 40%.  Desde março do ano passado, 150.400 desses trabalhadores foram infectados pelo coronavírus em países africanos, sendo que 70% destes casos foram registrados em cinco países: África do Sul, Argélia, Gana, Quênia e Zimbábue.  Um médico ou um enfermeiro doente significa um profissional a menos no combate à pandemia em um continente que já sofre com a falta deste tipo de profissional em algumas regiões. Não são raras as vezes que muitos pacientes dependem de um só especialista. Dezesseis países da África têm menos de um profissional de saúde para cada mil habitantes.
    11/26/2021
    3:54
  • Linha Direta - Violência contra as mulheres no México: uma emergência nacional
    Entre janeiro e setembro de 2021, 2.840 mulheres foram assassinadas no país, segundo estatísticas oficiais. Dentre esses crimes, apenas 736 foram considerados feminicídio pela justiça. Coletivos feministas e organizações de direitos humanos apontam falhas nos sistemas de investigação e lançam um Alerta de Violência de Gênero como parte das ações do Dia Internacional de Eliminação da Violência Contra a Mulher, neste 25 de novembro. Larissa Werneck, correspondente da RFI no México A Lei Geral de Acesso das Mulheres a uma Vida Livre de Violência, em vigor no México desde 2007, dispõe de medidas que pretendem garantir “prevenção, cuidado, punição e erradicação de todos os tipos de violência contra mulheres durante o seu ciclo de vida, para promover o seu desenvolvimento integral e a plena participação em todas as esferas da vida”. No entanto, as estatísticas mostram que o país não vem conseguindo promover políticas públicas que garantam a autonomia das mulheres e a eliminação da violência de gênero. Segundo o Sistema Nacional de Segurança Pública, duas mil 840 mulheres foram assassinadas no país entre os meses de janeiro e setembro de 2021. Dessas, apenas 736 tiveram suas mortes catalogadas como feminicídio – o assassinato cometido por questões de gênero –, e 2.104 foram vítimas de homicídio doloso, segundo as investigações. De acordo com um estudo lançado nesta terça-feira pelo coletivo de mulheres e organizações de direitos humanos “Nosotras Tenemos Otros Datos”, que analisou as estatísticas oficiais publicadas pelo governo entre os anos de 2020 e 2021, o número de casos de feminicídio subiu cerca de 5%. Além disso, outros tipos de violência também aumentaram, como abuso sexual, que cresceu 25,11%, lesão corporal, com alta de 9,13%, e violência familiar, que subiu mais de 17%. O relatório aponta ainda que, entre os anos de 2015 e 2020, foram registrados 4.536 feminicídios no México e 14.888 homicídios dolosos de mulheres, o que significa que, em cinco anos, mais de 19.424 mexicanas foram vítimas de morte violenta. O estudo revela que, no ano passado, cinco mil mulheres desapareceram no país – 80% delas eram meninas com idade entre 12 e 17 anos. Alerta de violência de gênero Com base nesses dados, o coletivo “Nosotras Tenemos Otros Datos” entregou, nesta terça-feira, ao governo federal, uma declaração de Alerta de Violência de Gênero em todo o território mexicano, previsto na Lei Geral de Acesso das Mulheres a uma Vida Livre de Violência. Até hoje, 25 alertas já foram gerados em diferentes estados e municípios do país, mas nunca houve a declaração de um alerta nacional, como explica a advogada Patricia Olamendi Torres. “Queremos que o Estado mexicano assuma a sua responsabilidade nessa crise de violação sistemática dos direitos das mulheres. É um Estado ausente e negligente. Na solicitação, pedimos que a autoridade responsável seja o governo federal e que ele coordene as ações de prevenção e investigação junto com os estados e municípios e que responda aos alertas de violência com ações efetivas”, afirma Patrícia. O documento também chama a atenção para o fato de que o Programa Integral para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra as Mulheres, lançado pelo governo Lopez Obrador em 2019, até hoje não entrou em vigor. Além disso, ressalta que, em 2020, apenas 10,1% dos crimes cometidos contra mulheres foram denunciados, e que do total de investigações feitas pelo Ministério Público Federal, 48% não foram finalizadas. “A transparência de dados é um tema complexo no México e em outros países da América Latina, porque os crimes contra as mulheres não são contabilizados na totalidade. Além disso, muitos estados limitam o envio das informações. Por isso as organizações de mulheres têm feito esforços para documentar essas denúncias”, diz a advogada. Cuidado integral A violência contra meninas e mulheres é uma violação de direitos humanos que gera impactos duradouros nas vítimas e familiares, como a depressão, a dependência econômica das mulheres em relação a seus agressores e o abandono escolar das crianças órfãs de mulheres assassinadas. “Uma política de Estado em favor das mulheres deve contemplar o cuidado integral das vítimas e das famílias, incluindo as crianças. O Sistema Nacional de Cuidados foi desmantelado pelo governo em 2019 e impactou diretamente as famílias das vítimas. E quando não existe esse mecanismo articulado de garantias de direitos e de apoio psicológico, as mulheres ficam impossibilitadas de romper esse círculo de violência”, afirma Wendy Figueroa Morales, diretora-geral da Red Nacional de Refugios AC, uma organização feminista integrada por espaços de prevenção, atenção e proteção para mulheres, que, também, assina o pedido de alerta nacional enviado ao governo mexicano.
    11/25/2021
    4:13
  • Linha Direta - Quem é Magdalena Andersson, primeira mulher à frente do governo da Suécia?
    Enfim o país que há décadas é um dos maiores líderes globais em igualdade de gênero será governado por uma mulher: a social-democrata Magdalena Andersson, uma economista de 54 anos que desde 2014 ocupava o cargo de ministra das Finanças, tornou-se nesta quarta-feira (24) a primeira chefe de governo da história da Suécia. Por Claudia Wallin, correspondente da RFI em Estocolmo A nomeação de Magdalena Andersson para o cargo de primeira-ministra foi aprovada em sessão solene no Parlamento sueco, após uma delicada rodada de negociações da social-democrata com os partidos da base de apoio governista. Ela substitui o ex-premiê Stefan Lofven, que há dois meses anunciou sua intenção de renunciar após sete anos no poder. A nova primeira-ministra comandará agora um governo de transição até as eleições gerais de setembro do próximo ano. A notória presença feminina no poder político da Suécia se faz agora ainda mais dominante. Com a ascensão de Magdalena Andersson à liderança do Partido Social-Democrata, cinco dos oito partidos políticos representados no Parlamento sueco são hoje liderados por mulheres. Apenas dois são comandados por homens (o conservador Moderado e o Democratas da Suécia, de extrema-direita), enquanto o Partido Verde sempre exerce uma liderança conjunta que é dividida entre um homem e uma mulher. As mulheres também representam 47,5% dos deputados do Parlamento, 54,5% dos ministros de governo e cerca de 43% dos vereadores municipais do país. Por outro lado, apenas um terço das prefeituras é comandado por mulheres. Em 2014, com a subida ao poder da atual coalizão formada por social-democratas e verdes, o governo da Suécia foi o primeiro do mundo a se auto-declarar um governo feminista. Apesar das credenciais invejáveis no campo da igualdade de gênero, a Suécia é o último dos países nórdicos a ter uma mulher no poder. A vizinha Noruega elegeu sua primeira premiê, Gro Harlem Brundtland, há 40 anos. Duas tentativas anteriores de eleger uma primeira-ministra na Suécia não se concretizaram: em 2003, quando já era considerada a sucessora do primeiro-ministro Goran Persson, a então ministra sueca das Relações Exteriores, Anna Lindh, foi assassinada a facadas em uma loja de departamentos de Estocolmo por um homem com distúrbios mentais. E em 2006 Mona Sahlin foi eleita líder do Partido Social-Democrata, mas perdeu as eleições de 2010 para uma aliança de centro-direita formada por quatro partidos.  Na Europa, a Suécia lidera o ranking dos países com maior igualdade de gênero. A nível global, ocupa agora a quarta posição no relatório anual do Global Gender Gap do Fórum Econômico Mundial - atrás apenas dos vizinhos nórdicos Islândia, Noruega e Finlândia. "Trator" A nova primeira-ministra sueca foi também a primeira mulher a ocupar a chefia do Ministério das Finanças. Entre os colegas de partido, Magdalena Andersson tem o apelido de "Trator", por ser franco e direto o estilo da competitiva nova chefe de governo, que foi campeã de natação na juventude. “Sempre gostei de mandar”, ela revelou em uma entrevista recente ao jornal sueco Expressen. Para muitos, a firmeza de Magda (como a nova premiê também é conhecida) é um bônus. “As pessoas querem resultados, e desejam um líder que fale sem rodeios e dê nome aos bois”, disse ao jornal Dagens Nyheter o veterano ex-ministro das Finanças Bjorn Rosengren. Magdalena Andersson conta que seu interesse pela política foi despertado ainda na infância, quando ela assistia na TV a reportagens sobre países pobres. “Ver a pobreza que existe em outras partes do mundo me impactou”, ela afirmou. Aos 16 anos de idade, Magdalena se tornou membro do Partido Social-Democrata.  Ao contrário do agora ex-primeiro-ministro Stefan Lofven, um ex-soldador de profissão que se tornou líder sindical antes de entrar para a política, Magdalena Andersson vem da elite acadêmica sueca. Nascida na cidade de Uppsala, ela seguiu o passo dos pais na academia. Ela é mestre em Economia pelo prestigiado Instituto de Economia de Estocolmo (Handelshögskolan), e tem especializações na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e no Instituto de Estudos Avançados de Viena, na Áustria. Sua estreia na política aconteceu em 1996, como assessora do então primeiro-ministro Goran Persson. Magdalena atuou ainda como secretária de Estado do Ministério das Finanças e diretora executiva da Autoridade Fiscal, a Receita Federal sueca. Mais alinhada à ala centrista do Partido Social-Democrata, Magdalena Andersson é casada com um professor do Instituto de Economia de Estocolmo, e tem dois filhos. No início deste mês, ela foi eleita como a nova líder do Partido Social-Democrata, o que abriu assim caminho para sua confirmação pelo Parlamento sueco no cargo de primeira-ministra. Desafios A fim de garantir a vitória na votação parlamentar desta quarta-feira, Magdalena Andersson conduziu negociações exaustivas com o partido de centro e especialmente com o de esquerda, o que exigiu dela o compromisso de elevar o valor das aposentadorias a partir de 2023.   Para permanecer no poder além de setembro do próximo ano, quando a Suécia realiza eleições gerais, Magdalena Andersson terá que enfrentar o desafio de reverter a atual queda do Partido Social-Democrata nas pesquisas de opinião, após sete anos no poder.  Levantamento do Instituto Novus indica que os social-democratas têm atualmente 25,6% da preferência do eleitorado - uma queda de quase três pontos percentuais em relação às últimas eleições. Já o conservador Partido Moderado viu seu apoio crescer em mais de três pontos percentuais, para um total de 23%. Em terceiro lugar nas pesquisas aparece o partido anti-imigração Democratas da Suécia, com 19% das intenções de voto. Entre as prioridades da nova primeira-ministra para turbinar o apoio ao partido estão reduzir os lucros do setor privado na educação, na saúde e no atendimento aos idosos, além da adoção de medidas mais rigorosas para a defesa do clima e o combate à atual onda de criminalidade no país. Batalha feroz A batalha pelo poder nas eleições de 2022 será feroz: a recém-eleita primeira-ministra terá que enfrentar uma nova e complexa cena política, em que os partidos da oposição se mostram dispostos agora a governar com o apoio parlamentar dos Democratas da Suécia, depois de romperem o isolamento do partido anti-imigração.  Os Democratas da Suécia tornaram-se o terceiro maior partido político do país na onda de rejeição à entrada recorde de refugiados em seu território a partir de 2015. Desde a crise dos refugiados, todos os partidos passaram a adotar uma linha mais restritiva em relação à imigração. O desafio eleitoral é significativo, mas Magdalena Andersson é considerada boa de briga. E um dos seus estilos de música favoritos é o heavy metal.
    11/24/2021
    6:16
  • Linha Direta - Covid-19: Israel vacina crianças de 5 a 11 anos
    O imunizante utilizado é o da Pfizer BioNTech, mas com dose menor do que a recebida por jovens e adultos a partir dos 12 anos. A campanha de vacinação focada em crianças de 5 a 11 anos, em Israel, começou na noite de segunda-feira (22), na tentativa de evitar uma nova onda de coronavírus no país. Daniela Kresch, correspondente da RFI em Israel  O primeiro carregamento da vacina infantil chegou a Israel neste domingo (21), após algum adiamento. Mas o primeiro-ministro Naftali Bennett – juntamente com as autoridades médicas israelenses – decidiu que a imunização teria que começar imediatamente. A vacinação será gratuita e acontecerá nas clínicas dos quatro planos de saúde existentes em Israel – aos quais todos os cidadãos do país pertencem. O Ministério da Saúde também cogita vacinar as crianças nas escolas ou em postos móveis, próximos a atrações infantis. A imunização não será obrigatória. Os pais poderão decidir se querem imunizar seus filhos ou não, sem temer multas ou outro tipo de retaliação. Mas as crianças vacinadas poderão receber o “Passe verde”, o documento que libera os israelenses para entrar em restaurantes, cinemas, teatros e outros lugares públicos sem precisar fazer testes de Covid-19. Uma pesquisa de opinião recente revelou que apenas 50% dos pais pretendiam vacinar seus filhos. Agora, com o começo da campanha de vacinação, a expectativa das autoridades é de que mais pais se convençam da importância da imunização.  Transparência Segundo a imprensa local, 25 mil pessoas já marcaram hora para vacinar as crianças. Mas isso ainda é pouco. Israel tem 1,2 milhão de crianças de 5 a 11 anos, que correspondem a 13% da população. Em um post no Facebook, o premiê Bennett afirmou saber que “muitas pessoas estão com medo de vacinar as crianças” mesmo não sendo antivacinação ou disseminadores de teorias conspiratórias. Segundo Bennett, a resposta a tudo isso é "transparência total”. Ele prometeu revelar todas as informações científicas para os pais para que possam tomar a melhor decisão. Israel passa por um bom momento na luta contra a pandemia do coronavírus, com cada vez menos doentes ativos, mortes e hospitalizações. Ontem, só 500 pessoas foram detectadas com o vírus e apenas 130 estão internadas. No auge da quarta onda de Covid-19, em setembro, mais de 10 mil pessoas eram detectadas por dia e o número de pacientes hospitalizados se aproximou a mil.  E na terceira onda, em janeiro deste ano, a média de mortes chegou a 62 pessoas por dia. Agora, a média é de apenas cinco por dia. A melhora dos dados começou no fim de setembro, quando as autoridades médicas autorizaram uma terceira dose da vacina para todos os grupos etários, não apenas para idosos, antes mesmo da decisão do FDA americano em fazer o mesmo. Mas a situação está mudando. O índice R, que mede a reprodução do vírus na sociedade, passou de 1 pela primeira vez, na sexta-feira (19), e está aumentando dia a dia. Quando o índice R passa de 1, significa que uma pessoa infectada é capaz de transmitir o vírus para outra pessoa, mantendo a epidemia viva. O ideal é que esse índice esteja abaixo de 1, o que significa que cada vez menos gente tem o potencial de ser infectado. Quinta onda As autoridades temem que uma 5a onda de Covid-19 esteja no começo, principalmente com a reabertura do país para o turismo internacional, que aconteceu em 1° de novembro. Segundo dados do Ministério da Saúde, apenas 44% dos israelenses já tomaram a terceira dose e esse percentual não é suficiente para evitar outra onda. Em breve, jovens de 12 a 15 anos – que começaram a se vacinar por volta de julho – também devem começar a receber a dose de reforço, já que vários estudos israelenses concluíram que, após cinco meses, as primeiras duas doses fazem muito menos efeito, independentemente da idade. Atualmente, 61% dos israelenses receberam duas doses e 68%, apenas a primeira. Cerca de 6% não quiseram se vacinar nem com a primeira dose e fazem parte do grupo mais vulnerável a adoecer. Dos internados com casos graves, neste momento, 90% não tomaram as três doses, incluindo as crianças de até 11 anos que só agora podem se imunizar. A esperança das autoridades é que, se as crianças se vacinarem, a ameaça de uma nova onda seja afastada.
    11/23/2021
    5:13

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