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  • Brasil-Mundo - Harish, primeira cidade projetada de Israel, atrai brasileiros
    Uma nova cidade em Israel, que não existia há apenas cinco anos, está atraindo cada vez mais brasileiros. Harish, no Norte do país, conta, atualmente, com 30 mil habitantes, entre eles, aproximadamente 120 famílias de brasileiros. Daniela Kresch, correspondente da RFI em Israel Harish é a primeira cidade projetada de Israel. Em 2015, o local abrigava apenas um pequeno vilarejo que já havia sido um kibutz e uma base militar, no passado. Mas, em 2015, pressionado por uma crise de habitação cada vez mais grave, o governo israelense decidiu investir 1,2 bilhão de shekels (cerca de R$ 2 bilhões) para criar uma cidade de 100 mil habitantes. A ideia era atrair moradores para a periferia Norte do país oferecendo preços mais em conta, principalmente para famílias jovens em busca do sonho da casa própria. É o que conta o administrador de empresas paulista Gabriel Eigner, 66 anos, que mora em Harish desde 2017, pouco tempo depois de imigrar para Israel. “Quando eu cheguei aqui, ainda era um mega canteiro de obras”, conta Gabriel. “Nós fomos a terceira família de brasileiros aqui em Harish. E quando eu cheguei aqui era uma loucura, tinha menos de 5 mil habitantes, 4,7 mil”. Gabriel e a companheira, a artista plástica Annik Chut, 54 anos, se tornaram porta-vozes da comunidade brasileira local. Eles criaram um grupo de WhatsApp e uma página no Facebook só com os brasileiros de Harish, que costumam realizar atividades e, principalmente, se ajudar uns aos outros. Eles também intermediam visitas à cidade a interessados em adquirir ou alugar imóveis. Recebem telefonemas diários de brasileiros e latino-americanos em geral curiosos para conhecer o local. “Não sei te dizer exatamente quantos ligam, mas ligam toda hora, tanto pessoas daqui de Israel e também pessoas que estão no Brasil”, diz Gabriel. “Hoje eu falo com gente de praticamente todos os países da América Latina que me ligam e que querem informação”. Sonho da casa própria Uma das novas moradoras de Harish é a servidora pública e microempresária de turismo Mônica Asif, de 42 anos, que se mudou para a cidade há um mês. Ela, o marido e os dois filhos adolescentes pagavam um aluguel alto para morar nos arredores de Tel Aviv e viam o sonho da casa própria cada vez mais distante. A solução foi fazer as malas e apostar na nova cidade, onde puderam, com ajuda de financiamento, comprar um apartamento grande e novo por um terço do preço do centro do país. “A primeira grande vantagem realmente é o preço, porque, como é uma cidade que ainda está em desenvolvimento, as pessoas ainda não conhecem muito bem, o transporte público ainda não está muito desenvolvido. Então as pessoas tendem a não tentar essa vida que tem algumas dificuldades. Mas em relação ao preço, você acaba ganhando e você também vê como um investimento futuro”, diz Mônica. Harish fica a 70 km de Tel Aviv e a 50 km de Haifa, outra grande cidade do país. A localização pode ser um problema para quem trabalha fora dela, mas os preços são o maior atrativos para os brasileiros em Israel, principalmente os imigrantes recentes. Segundo a carioca Mônica Asif, os imigrantes – ou olim, em hebraico – chegam ao país para morar, pelos primeiros meses, em centros de absorção oferecidos pelo governo localizados em grandes cidades. Mas, após algum tempo, percebem que o custo de vida é muito alto. “Eles começam uma vida lá, uma vida de novo imigrante numa cidade que, futuramente, fica cara para eles”, argumenta Mônica. “Então eles descobrem que eles não têm condições de ficar no Centro de Israel, nessas cidades grandes, e vão procurar a periferia”. Pandemia Foi o que aconteceu com a pedagoga paraibana Rafaela Genes, de 29 anos. Ela e o marido, que é pernambucano, chegaram em 2018 a Israel. Mas após dois anos morando nos arredores de Tel Aviv, onde trabalham, se mudaram para Harish, onde alugam um apartamento de quatro quartos que valeria quatro vezes mais no Centro. Os dois já “namoravam” Harish há tempos, mas o que levou o casal a bater o martelo para a mudança foi a pandemia do coronavírus, em 2020. Isso porque a orientação inicial de trabalhar remotamente transformou as distâncias em algo menos relevante. “Para o meu esposo, esse foi o clique necessário, foi o que fez mesmo a gente mudar”, conta Rafaela. “Como ele não precisava mais ir para o escritório, como a recomendação era não ir para o escritório, não tinha por que a gente continuar no apartamento menor, onde a gente pagava muito mais”. Rafaela gosta do ritmo mais lento da cidade. Ela acredita que as pessoas, por lá, são mais abertas e pacientes, principalmente com imigrantes que ainda aprendem a dominar o hebraico, a língua local. Ela nota que a cidade tem muitos imigrantes, como ela. Russos, franceses, americanos, etíopes e latino-americanos em geral. Ela diz escutar português frequentemente nas ruas: “Aqui todo mundo fala português. Eu estava no supermercado e uma mulher veio falar comigo, pedindo ajuda. Ela me mostrou o Google Translate e aí eu vi que estava em português. Eu falei: ‘você é brasileira?’ Ela: ‘sou!’. Todo lugar que você vai tem brasileiro”. Polêmicas A criação de Harish não ocorre sem polêmicas e atritos. Uma questão é o caráter judaico da cidade, que fica em um distrito de Israel habitado, em sua maioria, por cidadãos árabes, que são 21% da população do país. Alguns afirmam que Harish foi criada justamente para aumentar a proporção de judeus na área. Outra questão é a religiosa. Desde o começo das obras, há um cabo de guerra pelo caráter da nova cidade. De um lado, grupos de judeus ultraortodoxos, mais conservadores e com estilo de vida estrito, do outro, os seculares, mais progressistas e que não seguem regras religiosas. No final das contas, ficou resolvido que Harish seria uma cidade aberta a todos. Para Rafaela Genes, a convivência é pacífica: “Nós temos pessoas religiosas, pessoas não-religiosas, pessoas com bandeiras LGBT no prédio”, conta a pedagoga. “Então a gente tem uma variedade de pessoas convivendo nessa diversidade e todo mundo convive muito bem”.
    10/16/2021
    3:48
  • Brasil-Mundo - Diretor americano fala sobre longa filmado na Amazônia em pleno surto pandêmico de 2020
    A Amazônia por si só já é uma grande aventura. Mas, em plena pandemia, trouxe ainda mais desafios à equipe do cineasta americano Marlin Darrah que, em pleno surto em Manaus, em outubro de 2020, desembarcou na cidade para filmar "Amazon Queen" (Rainha da Amazônia).  Cleide Klock, correspondente da RFI em Los Angeles O longa teve pré-estreia em Hollywood e vai estar disponível a partir do dia 12 de outubro nas plataformas de exibição de filmes on-line nos Estados Unidos e no Canadá, mas a intenção é distribuí-lo para outros países.  No enredo, um grupo de turistas embarca em um passeio para desbravar a floresta, conhecer aldeias indígenas e explorar a selva a bordo do Tucano, o barco onde acontece boa parte da trama. Mas, um assalto a banco e o mistério sobre onde foi parar o dinheiro levam os criminosos a se juntararem à excursão. A aventura é recheada de belas paisagens, animais exóticos e cultura local. Como pano de fundo, os diálogos dão destaque à importância de preservar a floresta, impedir as queimadas e a exploração da mata por pecuaristas.  No elenco principal, apenas um ator é brasileiro: Clayton Meek, que interpreta Silva, um dos assaltantes, com um papel importante na trama. Há vinte anos, o paulista começou a se dedicar à carreira de modelo e atuar em comerciais. Esta é a primeira vez que ele participa de um filme americano. Meek está em Los Angeles desde 2016 e, no ano passado, se candidatou ao papel através de um site de recrutamento de atores. "Eu fui uma das primeiras pessoas a serem selecionadas. Estou desde o comecinho do projeto. O diretor sempre perguntava minha opinião a respeito do Brasil, onde eu acabei servindo de guia turístico. Falando a língua fica muito mais fácil a comunicação com todo mundo", conta Clayton. A equipe ficou 22 dias dias na Amazônia, isolada na maior parte do tempo no barco e sem contato com outras pessoas por causa da pandemia de Covid-19. "Ficamos meio como uma família no barco perdido na Amazônia. O diretor Marlin Darrah queria fazer um filme para toda a família, que qualquer criança pudesse assistir, e que fosse informativo a respeito da Amazônia, do efeito da Ayahuasca e de outros aspectos da floresta", lembra o ator. A fotografia é recheada de animais exóticos. No longa, a comunidade indígena Tukano também mostra um pouco da cultura local e participa como figurante. Vida de documentarista O diretor Marlin Darrah traz no currículo mais de uma centena de documentários de viagens feitos em 140 países, produzidos nas últimas quatro décadas, principalmente para National Geographic. "Amazon Queen" é um filme independente e a segunda ficção de Darrah. Ainda sem distribuidor internacional, o longa já foi agraciado com diversos prêmios em festivais independentes. "Eu adoro o Brasil e já estive lá filmando pelo menos umas dez vezes. Na Amazônia, seis vezes e duas delas viajei pelo Rio Amazonas. Com esse filme, também queria convidar as pessoas para irem ao Brasil e celebrar a beleza da natureza de lá e das pessoas. Eu já conhecia o dono do barco (Tucano) e há muito tempo a gente conversava em transformá-lo em um cenário de filme", conta o diretor. No elenco estão, além de Clayton Meek, Massi Furlan (Jumanji: Próxima Fase), Alfonso DiLuca (Jane, Virgin), Carly Diamond Stone (Beach Squad), Carson Grant (What Would You Do), Nick Dreselly Thomas, Vicky Dawson (The Prowler) e Cristina Encarnacion (Waves). A trilha da floresta A música Sempre Odara, da compositora e cantora brasileira, Carla Hassett, que também mora em Los Angeles, está no filme dando um tom Bossa Nova à aventura. Sempre Odara ganhou o prêmio de melhor Jazz de 2019 no prestigiado John Lennon Songwriting Contest. "O Marlin me achou, a gente conversou e ele pediu várias músicas para ouvir. Mandei essa e ele disse: é essa, nem quero ouvir mais", conta Carla. No filme, a música toca em um momento romântico do filme quando os turistas dançam ao som de Sempre Odara. A RFI falou com a cantora, ainda emocionada momentos após assistir ao filme. "Foi emoção total. Eu tenho músicas na televisão, já cantei em várias oportunidades, mas no telão é outra coisa"
    10/9/2021
    8:11
  • Brasil-Mundo - Pintora brasileira mostra ateliê em usina do século XIX, onde realiza encomenda para colecionador internacional
    É no meio das montanhas da Ardèche, no sudeste da França, que a pintora brasileira Dalva Duarte fez o seu refúgio. Em 2005, ela transformou uma antiga fábrica de fio de seda, do século XIX, num ateliê e residência de 5.000 metros quadrados onde realiza trabalhos de grandes dimensões. ARFI visitou este espaço e conversou com a artista sobre a virada na carreira para a arte abstrata, após receber encomenda de um grande colecionador. Foi em Paris, onde ela mantém outro pequeno ateliê, que Dalva conheceu o renomado arquiteto francês Jacques Garcia. Designer de interiores e jardins reconhecido internacionalmente, ele é o proprietário do castelo Champs-de-Bataille, uma obra da arquitetura do século XVII, localizada a uma hora e meia ao norte de Paris. Não por acaso, a construção é conhecida como Versalhes da Normandia. Garcia restaurou a edificação como na época. “Sentimentos não têm cara” Um dos maiores colecionadores de arte da França, ele agora desafia Dalva Duarte a trocar a arte figurativa pela abstrata. “Eu tive o privilégio de ele gostar do meu trabalho, especialmente os trabalhos abstratos e vamos atuar juntos. Então, a minha vida está mudando outra vez, a cada dez anos eu começo alguma coisa nova na minha vida”, destaca a pintora. “Antes deste encontro com o Jacques, eu não me permitia ser uma pintora abstrata. Quando ele viu o meu trabalho, ele disse: ‘Dalva você é uma pintora fantástica abstrata. Eu nunca vi um trabalho tão forte desse’. E eu voltei para o ateliê e comecei a olhar o meu trabalho e gostar e passei a pintar tentando traduzir algum sentimento, porque os sentimentos não têm cara. O medo, o ódio, a frustração, a alegria, tudo isso pode ser traduzido num trabalho abstrato”, observa. Sonho realizado Dalva trabalha no lugar que escolheu para viver com a família e para pintar, atividade que exerce desde os 12 anos. “Este ateliê foi uma fábrica de seda de 1850. Eu estava morando nos Estados Unidos e eu queria voltar para a França e um amigo disse: ‘você tem que vir à Ardèche’ e ele, então, me trouxe aqui. Quando eu vi este lugar, eu não tive dúvidas. Então, passei cinco anos reformando e, sobretudo, abrindo todas as janelas porque havia máquinas aqui dentro, era escuro”, conta a artista. “Toda a minha bagagem de vida está neste lugar, perto de Privas, em Saint-Priest, cheio de montanhas, de verde, tem o rio que passa embaixo, a floresta e isso me inspira muito. Aqui tem uma luz muito boa”, completa. Com obras espalhadas em vários continentes em coleções de personalidades como o empresário Bill Gates, que tem quatro trabalhos da artista, Dalva diz que o sucesso é um estado de bem estar consigo mesma.  “Eu me permiti ter um ateliê de quase mil metros quadrados, o sonho para qualquer pintor. Uma coisa que eu sempre quis e eu consegui. Isso para mim é chegar lá. De me permitir trabalhar uma tela de 14 metros dentro do meu ateliê com toda a liberdade”. Alerta para a Amazônia As telas de grandes dimensões foram necessárias para pintar a floresta Amazônica, uma série de trabalhos que ela realizou apenas de lembranças de infância. “Esses são os curumins tomando banho no rio, brincando no rio Amazonas. O rio é verde, um pouco marrom e as crianças têm este corte de cabelo tradicional de algumas tribos”, conta, ao mostrar um de seus quadros. “Eu não quis fazer um trabalho muito realista, só as silhuetas deles misturadas com a água”, descreve. “Isso não é um retrato do índio, porque a fotografia do índio quem faz bem é o Sebastião Salgado [fotógrafo]. Isso aqui é um produto da minha imaginação e também das memórias que eu guardei do tempo que eu fui à Amazônia com o meu pai, quando eu tinha 21 anos”, diz. “Este trabalho tem que ser visto de muito longe. Porque a gente vê as manchas, as cores a textura. Quando se fica a seis metros, aí você vê a floresta e sente a umidade, as cores”, aponta ela, diante da tela de 14 metros de comprimento em que se vê grandes árvores e alguns indígenas. “Quando eu vi como está queimando, como está sendo destruída e a falta de respeito com os seres que habitam na Amazônia, eu pensei: eu vou fazer o meu pedacinho, o que eu posso para mostrar o que é a Amazônia e como a gente tem que salvar o planeta, o pulmão da humanidade”, alerta. Saudades do Brasil Quando perguntada se tem saudade do Brasil, Dalva Duarte revela um misto de emoções. “A minha relação com o Brasil é muito estranha, porque eu tenho saudade, mas daquele Brasil que eu conheci nos anos 1970. Aquele Brasil que tinha uma energia, mesmo que estivéssemos na ditadura, tinha uma esperança e uma coisa muito forte”, relembra. “Agora, quando eu volto, a música mudou. Naquela época, tinha Caetano, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, aquela música doce e gostosa. Hoje, é uma música que eu não gosto e não entendo mais. Eu tenho saudade das feiras, dos cheiros das frutas, das cores”, diz. “Hoje, quando eu chego no Brasil, eu fico insegura, eu tenho medo da violência. Eu não gosto de viajar porque tudo é difícil. Tudo é diferente. Eu acho que quando eu volto, eu fico procurando a minha juventude que não existe mais”, conclui. A maranhense, que também tem cidadania americana e é casada com um arquiteto dos Estados Unidos, conta que é na França que ela se sente em casa. “A França é minha mãe. Eu amo tudo na França: a cultura, a língua, o povo, a maneira de viver, a facilidade, a segurança, a beleza. Eu me sinto acolhida aqui, valorizada. No Brasil eu não me sinto valorizada. No Brasil parece que eu tenho que justificar o que eu sou. Aqui não”, conclui.
    10/3/2021
    3:35
  • Brasil-Mundo - Comunidade brasileira LGBT+ na Suíça comemora aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo
    “A esperança que o futuro vai ser melhor” ou o “reconhecimento de que todos nós somos iguais, temos os mesmos direitos, independente da orientação sexual”. É o que dizem os brasileiros da comunidade LGBT+ que moram na Suíça e foram entrevistados pela RFI. Valéria Maniero, correspondente da RFI na Suíça  Eles comemoraram a aprovação, em referendo, do casamento entre pessoas do mesmo sexo: 64% dos que votaram no último 26 de setembro disseram “sim” para o casamento para todos. Entre eles, a estudante brasileira Bianca, de 25 anos, há 11 na Suíça, que já tem o direito de votar no país.  “Eu fiquei muito feliz com os resultados, que foram bem altos. Todos os cantões da Suíça votaram a favor. Fiquei muito feliz em saber que a gente não está sozinho nessa luta. De saber que a maioria da população do país apoia a gente e acha que a gente tem que ter os mesmos direitos de qualquer outro casal, que nosso amor vale a pena, assim como de todo mundo.” De acordo com ela, o fato de a Suíça ter sido um dos últimos países em aceitar o casamento entre pessoas do mesmo sexo na Europa Ocidental dava a impressão de que esse direito não era bem visto entre a população. “Agora a gente consegue ver pelo resultado que o povo já estava pronto para essa mudança, estava pronto para esse avanço”, avalia.  "Um casal normal" Para a estudante, o resultado da votação também mostra que dias melhores estão por vir. “Para mim, a aprovação representa o futuro. Um futuro mais aberto, mais pronto para mudança, pronto para avanço, para aceitar qualquer tipo de pessoa. Representa esperança que o futuro vai ser melhor”, afirma.  Ela lembra que o resultado pode afetar diretamente a vida e os sonhos de muita gente. “Graças a essa mudança, eu posso casar, ter filhos. Eu tenho os mesmos direitos que um casal heterossexual sempre teve. Eu tenho a esperança que isso tudo que está acontecendo agora leve as pessoas a ver no futuro a homossexualidade como uma coisa mais normal, porque tem ainda muita discriminação”, conta Bianca. A estudante diz que gostaria de que as coisas mudassem, o preconceito diminuísse e que os casais formados por pessoas do mesmo sexo fossem visto como “um casal normal”.  Desejo de igualdade  O engenheiro Sérgio Conte, de 36 anos, disse o que representa para ele a aprovação do casamento para todos. “Todos nós somos iguais perante a lei. Claro que tem o ponto simbólico, da vitória da comunidade LGBT, mas para mim, isso é o mais importante”.  O médico Camilo Moulin, de 44 anos, que está há nove na Suíça, tem a mesma opinião: “Aqui na Suíça, somos bem respeitados como pessoas, eu sempre senti isso vivendo aqui, mas acho que com essa votação recente foi uma aprovação mais afirmativa para dizer que o povo suíço, realmente, corrobora com esse conceito de as pessoas terem direitos iguais”, comenta. “Eu posso viver na sociedade como qualquer outra pessoa independente da minha orientação sexual”, completa. O brasileiro Sérgio conta à RFI como o resultado do referendo pode afetar a sua vida. "Parte do princípio de que eu tenho a opção de querer fazer o que qualquer pessoa pode fazer. Saber que eu posso. Que, se eu quiser, eu posso”.  Um dia que demorou para chegar  Para Bianca, a decisão de alterar o código civil do país para incluir o casamento entre pessoas do mesmo sexo demorou para chegar. “O povo está nessa luta aqui na Suíça há muitos e muitos anos”, ressalta. “Principalmente se a gente comparar com nossos países vizinhos aqui da Europa, que já tinham liberado isso há muitos anos. Mas agora, a gente viu que o povo já estava pronto para a mudança. E agora é só pra frente”.  Camilo reconhece o atraso, mas comemora o resultado: “Aqui na Suíça, a sociedade evoluiu muito, talvez essa parte do casamento de pessoas do mesmo sexo demorou mais um pouco, mas foi bem-vinda. Também acho que as coisas já estavam caminhando muito bem até essa votação”. Segundo ele, na área da saúde há questões a serem melhoradas, “principalmente em relação aos homens homossexuais, de atenção primária e secundária à saúde”. Ele se refere, por exemplo, ao seguro de saúde e à cobertura para os casais do mesmo sexo, por exemplo.  Sérgio, por sua vez, diz que “talvez faltem fundos e mais projetos contra o preconceito”.“Hoje, muitos projetos no mundo inteiro funcionam por doações ou por ONGs. Acho que falta mais apoio do governo para projetos contra homofobia e que protejam a comunidade”, comenta.  Bianca diz que ainda há muita coisa pra mudar no mundo todo, não só em relação a direitos, mas em termos de mentalidade.“Tem país que aceita o casamento, mas o povo não aceita os homossexuais, então, o que adianta poder se casar e não poder viver tranquilamente?”, pergunta.
    10/2/2021
    3:15
  • Brasil-Mundo - Carioca lança primeiro food truck com comida brasileira em Israel
    A publicitária brasileira Rafaela Stambowsky Moses, 30 anos, nunca poderia imaginar que se sentiria tão em casa, em Israel. Nascida no Rio de Janeiro, ela pensava ter deixado os dias de praia para trás quando chegou ao território israelense, há 13 anos. Mas a vida a levou a abrir o primeiro food truck com comida brasileira no país do Oriente Médio. Daniela Kresch, correspondente da RFI em Israel Hoje, o Pipa Food Truck é um ponto de encontro de brasileiros em Neve Yam, vilarejo no norte de Israel que, em português, significa “Oásis do mar”. Aberto no verão de 2021, ele surgiu na onda de uma nova tendência culinária que já é antiga no resto do mundo: a de quiosques móveis de comida. Mas, em Israel, a moda de caminhões de alimentos está engatinhando. Principalmente, no norte do país, fora da área da metrópole Tel Aviv.  “Antes de a gente começar, chegamos a fazer essa pesquisa”, conta Rafaela. “Tem alguns poucos lugares que existem há um bom tempo, mas a maioria abriu nos últimos cinco, seis anos. Todo o pessoal do norte sempre me fala isso, que tudo é em Tel Aviv, nunca tem alguma coisa assim diferente, que é ‘uau’, no norte.”  Rafaela chegou em Israel em 2008 com apenas 16 anos, sozinha. Foi ela quem convenceu os pais e enfrentou toda a burocracia para ser aceita em um programa de estudos de ensino médio no país. Aos 18 anos, ela formalizou a imigração e recebeu a carta de alistamento militar – obrigatório para rapazes e moças em Israel.  Após o Exército, ela estudou propaganda e marketing e começou a trabalhar na área. Mas a carioca teve que dar uma parada em tudo quando foi diagnosticada com a doença de Crohn, uma séria enfermidade inflamatória gastrointestinal. Rafaela chegou a ser internada várias vezes até receber o diagnóstico. Deixou o emprego numa grande firma para se tratar e, quando começou a melhorar, a pandemia de Covid-19 chegou com toda a força. Sem muitas opções, Rafaela decidiu trabalhar na empresa de limpeza de estofados do marido, Dean Moses, com quem se casou em 2019. Dean, que já morou no Brasil e fala português fluentemente, é um entusiasta da cultura brasileira. Mas o susto da doença levou a uma mudança drástica no cotidiano e nos ideais de vida do casal: “E aí vieram as mudanças de valores e o Pipa entrou nessa história, nessa mudança”, diz Rafaela.  “Você começa a ver o que que você quer fazer, o que vale seus sonhos, se é realmente só trabalhar numa empresa e crescer nessa empresa para ser bem-sucedida, ou realmente realizar aqueles sonhos que você fala ‘não, isso não deve rolar, isso é muito grande’. E quando eu comecei a trabalhar com o meu marido, a gente começou a botar no papel muitos projetos e um deles era de a gente fazer alguma coisa na praia”. Rafaela e Dean já tinham um projeto de “glamping”, acampamentos com mais conforto e infraestrutura. Mas souberam que a prefeitura da cidade de Atlit, onde o casal mora, havia publicado um edital para o estabelecimento de um food truck na praia de Neve Yam, muito próxima. A ideia era criar um ponto de encontro ao ar livre, onde há menos chance de contrair o coronavírus, para atrair família inteiras oferecendo petiscos de praia. Israelense homenageia praia paradisíaca do Nordeste Animados, mesmo que incrédulos, Rafaela e Dean – que já tinha experiência com realização de eventos –, se inscreveram. Dois meses depois, receberam a ligação da prefeitura de que haviam sido escolhidos. Aí começou a corrida contra o tempo para lançar o food truck antes do verão. Foi Dean quem escolheu o nome de Pipa, a paradisíaca praia dos arredores de Natal, no Rio Grande do Norte. No início, eles não pensavam em servir petiscos brasileiros, mas Rafaela insistiu para incluir pelo menos um item: o açaí. Ela tinha certeza de que cairia no gosto do público. “No começo, só tinha açaí, e realmente começou a chegar muita gente e falar: ‘Nossa, nunca tinha comido um açaí assim aqui em Israel, que gostoso, é totalmente gostinho de Brasil’. E eu falei: acho que a gente conseguiu fazer um açaí aqui que lembre o Brasil. Vamos trazer o público brasileiro, vamos tentar.”  A publicitária carioca começou a divulgar o food truck entre grupos de brasileiros que moram em Israel e deu certo. O público começou a chegar no novo ponto de encontro, juntamente com os israelenses. Rafaela decidiu, então, apostar também em outros quitutes, como coxinha de galinha, pastel de carne, pão de queijo e brigadeiro. Ela pretende, em breve, incorporar no cardápio feijoada, moqueca de peixe e guaraná. Shows de MPB A identificação do Pipa com o Brasil aumentou a tal ponto que Rafaela e o marido passaram a organizar shows de música brasileira no local, convidando músicos brasileiros renomados em Israel, como Fernando Seixas e Paulinho Ferreira. “Os meninos vêm fazer show no horário do pôr-do-sol e fica um clima super gostoso, bem um Brasil pequeno", diz a publicitária carioca. “Então é isso, o Pipa chegou nas nossas vidas de surpresa e, de surpresa também, trouxe toda essa parte cultural brasileira, que não foi uma coisa que a gente programou de acontecer. A gente quer expandir, trazer cada vez mais gente para o nosso cantinho”.
    9/25/2021
    9:55

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